Zero Hora 24/08/2014
Ela sabe que é um pensamento improdutivo, mas mesmo assim se preocupa
com a passagem do tempo, parece uma menina assustada diante do acúmulo
de números que sua idade vem ganhando. Não entende onde foram parar seus
16 anos, seus 21, seus 29, seus 35, seus 42.
Ora, onde eles podem estar? Todos ainda dentro dela.
Ao assoprar as velas, a sensação é de que o passado também se apaga e
um presente totalmente novo é inaugurado. Sendo virgem da nova idade, é
como se estivesse nascendo naquele específico dia com pequenas rugas e
manchas surgidas subitamente, e não trazidas do antes. Como se estivesse
vindo ao mundo na manhã do festejado dia com os quilos, as dores e os
limites de um adulto recém-nascido e com uma expectativa de vida mais
curta, sem registro algum do tempo transcorrido até ali, aquele tempo
que sumiu.
Sumiu nada.
Você tem seus 16 anos para sempre. Seus 21. Seus 25 e todos os
outros números que contabilizou a cada aniversário: você tem oito anos,
você tem 19, você tem 37. Você só ainda não tem o que virá, mas os anos
que viveu ainda estão sendo vividos, são eles que, somados, lhe
transformaram no que é hoje. Sua idade atual não é uma estreia, você não
nasceu com esses anos todos que sua carteira de identidade diz que você
tem. Só o dia do seu nascimento foi uma estreia. Desde então, você
nunca mais saiu de cena. Ainda estão em curso seus primeiros minutos de
vida.
Você ainda sente o nervosismo das primeiras vezes, as mesmas dúvidas
diante das escolhas, o afeto por pessoas que foram importantes lá
atrás, a adrenalina dos riscos corridos. Nada disso evaporou. O ontem
segue agindo sobre você, segue interferindo na sua trajetória. É a mesma
viagem, a mesma navegação. O meio de transporte é seu corpo, e ele
ainda não atracou.
Mas e todo aquele peso extra que você um dia jogou ao mar? Não muda
nada. A viajante que durante o percurso vem se desfazendo de algumas
coisas continua sendo você. Aquele instante aos 19 anos ou aos 26 em que
você cruzou o olhar com alguém que modificaria seu futuro continua
acontecendo, o ponteiro continua se mexendo, o tempo não parou.
Desiludem-se os amantes apaixonados que, quando se instalam num amor
maduro, não encontram mais a mágica anterior que fazia o tempo parar,
mas não se deve ser tão fatalista, você não tem 18 anos, ou 37, ou 53.
Você tem 18, 37 e 53. No que tange o tempo vivido, não há “ou”. São
várias idades contidas numa frequência cardíaca ininterrupta.
Você chegou a uma idade gloriosa, a idade de entender que não
existem perdas, só ganhos. Não existe envelhecimento, e sim
desenvolvimento constante. O tempo não passa, ele está sempre conosco. O
novo não ficou para trás, ao contrário, o novo está adiante: na vida
que ainda está por vir.
domingo, 24 de agosto de 2014
EM DIA COM A PSICANáLISE » Última morada
EM DIA COM A PSICANáLISE »
Última morada
Regina Teixeira da Costa - reginacosta@uai.com.br
Estado de Minas: 24/08/2014
Regina Teixeira da Costa - reginacosta@uai.com.br
Estado de Minas: 24/08/2014
A finalidade da
vida é a morte. Entretanto, mesmo sabendo que a morte é nossa única
certeza, não nos conformamos com a finitude. Brigamos contra a morte,
desejamos vencê-la, prolongamos a vida com todos os recursos possíveis
e, muitas vezes, até vamos muito além do que deveríamos para mantê-la.
A missão da medicina é manter a vida e, para cumprir a ética médica, muitos de nós morrem em leitos frios de hospitais. Em UTIs mantidos vivos à custa de aparelhos, entubação e outros recursos invasivos e dolorosos, postergamos o fim apesar do desejo do paciente, que muitas vezes seria o de ir para casa e morrer no conforto de seu leito entre os entes queridos.
Toda vida anda nos trilhos da morte. O poeta Fernando Pessoa disse que o próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. Mas temos medo.
Com a morte no horizonte, mesmo que a olhemos de viés, já que encará-la não é fácil, o valor da vida pode parecer menor. Freud, em 1915, escreveu sobre um poeta amigo que, diante da decadência do belo e do perfeito, perdia seu valor devido à transitoriedade.
Outros, no entanto, valorizam a vida justamente por ser breve. Mesmo os mortais, neste intervalo entre nascer e morrer, realizam uma passagem que deixa marcas da existência, com obras, arte e lembranças no coração daqueles que amaram. Acreditam ser os filhos uma continuidade assim como são os filhos dos filhos, de modo a amenizar um desaparecimento tão radical.
Para Freud, cada um de nós estaria em dívida de morte para com a natureza e deveria estar preparado para pagar tal dívida, já que a morte é natural, indiscutível e inevitável.
Mesmo com todas essas racionalizações sobre a morte e o morrer, é difícil aceitar a finitude. Vivemos como se fôssemos imortais, sem olhar de frente para o fim, porque recuamos diante do que é penoso. E a morte é uma separação radical acompanhada do doloroso luto.
Se morrer velho pode ser mais aceitável, um fim súbito, ao contrário, nos rouba alguém querido, próximo, ou mesmo um desconhecido, choca. E a morte de Eduardo Campos comoveu o país inteiro, principalmente por se tratar de um homem de vontade forte, que lutava por seus ideais, sonhos e anseios no auge da vitalidade e do desejo de realização.
Ver uma vida cortada por um acidente é muito triste. Parece-nos muito injusta. A morte, como disse uma amiga, envergonha, humilha. Retira-nos o narcisismo, a arrogância, a grandiosidade, o poder. Retira-nos tudo. Mortos, somos iguais. Somos pó e ao pó voltaremos.
É fato. Mas entre o nascer e o morrer temos um intervalo, e nesse espaço temporal podemos realizar grandes ou pequenas contribuições pelos que continuarão depois de nós. E desfrutar um pouco dos nossos desejos. Enquanto é tempo, mãos à obra antes de quitar a dívida!
A missão da medicina é manter a vida e, para cumprir a ética médica, muitos de nós morrem em leitos frios de hospitais. Em UTIs mantidos vivos à custa de aparelhos, entubação e outros recursos invasivos e dolorosos, postergamos o fim apesar do desejo do paciente, que muitas vezes seria o de ir para casa e morrer no conforto de seu leito entre os entes queridos.
Toda vida anda nos trilhos da morte. O poeta Fernando Pessoa disse que o próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela. Mas temos medo.
Com a morte no horizonte, mesmo que a olhemos de viés, já que encará-la não é fácil, o valor da vida pode parecer menor. Freud, em 1915, escreveu sobre um poeta amigo que, diante da decadência do belo e do perfeito, perdia seu valor devido à transitoriedade.
Outros, no entanto, valorizam a vida justamente por ser breve. Mesmo os mortais, neste intervalo entre nascer e morrer, realizam uma passagem que deixa marcas da existência, com obras, arte e lembranças no coração daqueles que amaram. Acreditam ser os filhos uma continuidade assim como são os filhos dos filhos, de modo a amenizar um desaparecimento tão radical.
Para Freud, cada um de nós estaria em dívida de morte para com a natureza e deveria estar preparado para pagar tal dívida, já que a morte é natural, indiscutível e inevitável.
Mesmo com todas essas racionalizações sobre a morte e o morrer, é difícil aceitar a finitude. Vivemos como se fôssemos imortais, sem olhar de frente para o fim, porque recuamos diante do que é penoso. E a morte é uma separação radical acompanhada do doloroso luto.
Se morrer velho pode ser mais aceitável, um fim súbito, ao contrário, nos rouba alguém querido, próximo, ou mesmo um desconhecido, choca. E a morte de Eduardo Campos comoveu o país inteiro, principalmente por se tratar de um homem de vontade forte, que lutava por seus ideais, sonhos e anseios no auge da vitalidade e do desejo de realização.
Ver uma vida cortada por um acidente é muito triste. Parece-nos muito injusta. A morte, como disse uma amiga, envergonha, humilha. Retira-nos o narcisismo, a arrogância, a grandiosidade, o poder. Retira-nos tudo. Mortos, somos iguais. Somos pó e ao pó voltaremos.
É fato. Mas entre o nascer e o morrer temos um intervalo, e nesse espaço temporal podemos realizar grandes ou pequenas contribuições pelos que continuarão depois de nós. E desfrutar um pouco dos nossos desejos. Enquanto é tempo, mãos à obra antes de quitar a dívida!
Chega de saudade
Discos de vinil
deixaram de ser mania de colecionador para se tornar opção cada vez mais
presente no mercado. Consumidores e artistas festejam retorno das
bolachas
Mariana Peixoto
Estado de Minas: 24/08/2014| O advogado Wagner Nardy com sua coleção de discos e equipamento com design vintage: nada de velharia |
Adeus ao simples ato de apertar um botão ou clicar no mouse. Bem-vindo a um modus operandi quase ritual, que demanda espaço, tempo e atenção. Vinte e cinco anos atrás, se alguém vislumbrasse um retorno ao vinil em meio ao avanço tecnológico que viu nascer o CD e depois o MP3, poderia ser chamado de conservador, para dizer o mínimo. Mas eis que em pleno 2014, em meio à explosão dos sites de streaming – Spotify, Deezer e congêneres –, alguns fatos vêm comprovar que o retorno do vinil não é mais restrito a grupos de audiófilos ou nostálgicos avessos à tecnologia. Ele está fazendo parte efetivamente do cotidiano de pessoas que consomem música atual, que amadureceram com o meio digital e que têm acesso a todas as facilidades que o universo 2.0 oferece.
Aos 30 anos, o gaúcho Leandro Miguel se tornou consumidor de vinil ainda na pré-adolescência. A razão era simples: como no final da década de 1990 a bolacha havia caído em desuso, com pouco dinheiro era possível para o então garoto comprar vários discos. Pouco mais tarde, Leandro acabou se rendendo ao CD e aos MP3. Até que redescobriu o universo do acetato por meio de um amigo colecionador. Voltou a escutar seus velhos vinis com um aparelho 3 em 1 usado do pai de um amigo. Uma viagem aos Estados Unidos acabou se tornando definitiva para o que se tornou um hobby a que ele se dedica com esmero. Do primeiro toca-discos novo, comprado em 2013, ele já adquiriu outro, com mais recursos. E vem pensando em nova aquisição. “Estou querendo ver se consigo um toca-discos profissional, que custe US$ 400 ou até mais. E olha que não me considero um audiófilo, tenho um amigo que já gastou R$ 10 mil para montar o aparelho dele.”
O gasto com aparelhagem acompanha o de discos. Para Leandro, as compras são mensais. Como, nas palavras dele, “o vício é recente”, sua coleção ainda é pequena, com 80 discos no máximo. Muita coisa da Motown (Marvin Gaye e Stevie Wonder), Novos Baianos, Jorge Ben e Bruce Springsteen. A redescoberta da bolachona fez com que ele diminuísse o consumo de música digital. Algo que o advogado de Belo Horizonte Wagner Nardy, também de 30 anos, nem chega a ouvir. Com uma formação musical que veio do vinil, do acervo dos pais e irmãs mais velhas, ele prefere nem se aproximar do MP3. Sua coleção é basicamente feita de vinis e CDs. E ao contrário do que diz o senso comum, Wagner está longe de ser um rato de sebo. Sua coleção recente, montada nos últimos três anos, é quase que apenas de discos novos. Entre os títulos, clássicos oitentistas (New Order), dos 1960 e 1970 (Rolling Stones, Beatles, Simon & Garfunkel) e artistas novos, que já começaram suas carreiras na música digital (Amy Winehouse, Adele e Arcade Fire).
Prova do interesse crescente da produção atual vem do guitarrista Jack White. Seu segundo álbum solo, Lazaretto, tornou-se o disco de vinil mais vendido desde 1994 (época em que foi lançado Vitalogy, do Pearl Jam). Lançado em 10 de junho, o álbum vendeu nos EUA, em sua semana de estreia, 40 mil cópias – já totalizou 60 mil vendidos. Outros nomes que figuram na lista dos top 10 dos vinis são o duo francês Daft Punk e os ingleses do Arctic Monkeys. “O ritual da música é importante. Gosto de ouvir o lado A inteiro, depois o B. O vinil não tem a comodidade do MP3, em que você avança já para a faixa que quer, você tem que estar disposto a ouvir. E além do mais, no vinil o som do grave faz a diferença. Acho um prazer mais sincero”, acrescenta Wagner, que adquiriu há alguns anos um aparelho da marca norte-americana Crosley, especializada em toca-discos, rádios e aparelhos de som com design vintage.
De verdade A procura crescente pelo vinil vem acarretando mudanças em toda a cadeia que cerca uma bolacha. Artistas que nunca tinham tido um registro no formato resolveram investir. Formada há 10 anos, a banda paulistana Ludov tinha três álbuns e quatro EPs até o lançamento de Miragem. Lançado em junho, o trabalho só existe nas versões em vinil e MP3. Foram prensadas 300 cópias em vinil – só restam 50 da primeira tiragem, tanto que a banda já pensa numa segunda. Os custos foram arcados pelos próprios fãs do Ludov por meio do sistema de crowdfunding, a chamada vaquinha virtual. O grupo conseguiu R$ 12 mil para bancar a prensagem, realizada pela Polysom, única fábrica de vinil em atividade na América Latina.
“Foi a oportunidade de realizar um sonho de infância de ter um disco nosso de verdade. E mudou tudo, pois antes mesmo de gravar a gente ensaiava pensando qual música seria boa para começar um lado B, qual tinha cara de terminar o lado A. Quando se lança um disco em MP3, você também perde o conceito de capa, a ordem das músicas. Tudo fica randômico”, comenta o guitarrista Habacuque Lima. Orgulhoso da bolacha, ele ainda chama a atenção para a capa dupla, que leva a assinatura do quadrinista Gabriel Bá. No Brasil, a reabertura da fábrica Polysom, em 2010, serviu como um estímulo e tanto para gravadoras e artistas independentes. Ainda que seu campeão de vendas seja um álbum clássico – A tábua de esmeralda (1974), de Jorge Ben –, atualmente, boa parte dos artistas nacionais faz uma edição em vinil.
Selo mineiro aposta na onda
Selo criado pelo mineiro Luiz Valente, que se divide entre BH e Londres, a Vinyl Land já lançou, neste período, 30 títulos (entre compactos e LPs) de artistas nacionais. Até então todos eram prensados em fábricas na Europa, por causa do preço reduzido. Pela Polysom, lançou até então somente a coletânea Collector’s choice, com 21 artistas de BH, realizada com recursos de incentivos fiscais. Agora, Valente está lançando o primeiro vinil produzido pela Polysom de um só artista, o álbum Sobre noites e dias, de Lucas Santtana, que deve ficar pronto em outubro. Valente está bancando metade da produção – a outra parte cabe ao artista. O investimento da dupla é de R$ 13 mil para uma tiragem de 500 cópias. “A grande dificuldade de um selo é fazer a venda direta para os fãs. Normalmente, a compra é realizada nos shows, então fechei a parceria com o Lucas, que vai vender nas apresentações tanto a cota dele quanto a nossa.”
Como seus vinis eram prensados no exterior, a venda era feita por um site internacional – ou então de lojas que compravam do site. Agora, com a produção via Polysom, a Vinyl Land vai poder realizar a venda no Brasil. “E o mercado nacional está aquecendo muito. Além das várias prensagens que a Polysom está fazendo, com o dólar e a libra muito caros, está mais difícil fazer compra internacional na internet. Além do mais, está havendo o ressurgimento das lojas (físicas)”, acrescenta Valente.
Equipamento No mercado , também quem não está reclamando são as que vendem equipamento – vale lembrar que não existe fábrica alguma de toca-discos no país. Desde 1986 na Savassi, a Som Alternativo, especializada em todo o tipo de aparelho para áudio e vídeo, tem como campeão de vendas equipamento de vinil, conforme atesta o proprietário Moacir de Souza Rocha. “Para aquele que não tem nada e quer curtir um vinil, ele tem que comprar um receiver, um par de caixas acústicas e um toca-discos. Um usado (básico) sai, em média, por R$ 1,4 mil. ”À medida que a paixão toma conta – e o bolso permite –, um upgrade é sempre necessário. “É colocar um equalizador, uma caixa melhor e por aí vai”, acrescenta. Quanto ao investimento, o céu é quase o limite. Moacir garante: há quem pague até R$ 100 mil para montar o equipamento de som dos sonhos.
Números
135 mil
discos foram produzidos pela Polysom desde 2010
63%
foi aumento registrado na produção em 2013
300 unidades
é a tiragem mínima de um vinil
60 mil
vinis de Lazaretto, de Jack White, vendidos este ano
R$ 10 mil
é o custo médio de uma tiragem de 500 discos
Foi bom enquanto durou
Anderson Noise, o mais conhecido DJ de
Minas Gerais, aposentou de vez os álbuns de vinil. Discoteca Pública tem
15 mil títulos de música brasileira disponíveis para os interessados
Mariana Peixoto
| Anderson Noise em seu apartamento na Savassi: as picapes e os vinis agora são objeto de decoração |
“Vinil virou decoração.” A frase ganha um efeito maior porque vem de um produtor e DJ que fez carreira com a colaboração indispensável do bolachão. Mais importante DJ de Minas e um dos maiores do Brasil, Anderson Noise tem 26 anos atrás de uma picape. Pois desde 2006, ele afirma, não compra nenhum disco de vinil. Suas discotecagens desde aquela época também são realizadas com CD. “O vinil não me satisfaz mais. A logística é complicada, pois você tem que levar uma case grande. E chega em clubes e festas que só têm Technics (marca de picapes mais usadas por DJs profissionais) caindo aos pedaços. Ou seja, não dá para fazer uma performance legal.”
Os vinis, todos de música eletrônica, que reuniu ao longo de 18 anos estão em estantes que ocupam duas paredes de seu apartamento. Ele guarda ainda caixas e mais caixas em Londres. Um dos destaques da sala são dois toca-discos Technics produzidos em edição limitada e banhados a ouro. “Já me ofereceram até R$ 15 mil pelo par”, conta Noise. Por ora, ele nem pensa em vender. As viagens constantes que ele faz ao redor do mundo já lhe custaram bons exemplares de vinis. Uma companhia aérea espanhola perdeu uma case de que ele nunca mais teve notícias. “Já fiz apresentações malucas, tocando sexta em Madri e sábado em Campo Grande. Não é normal virar a noite, entrar num avião e descer em outro país. Sofri demais com a bagagem”, admite.
E não somente isso. Para Noise, a performance de um DJ não muda em nada ao utilizar um CD. “Faço scratch ainda melhor com os equipamentos que existem hoje. O vinil te deixa limitado. Já o CD permite milhões de possibilidades a mais, você pode usar muitos efeitos diferentes.” Seu próprio selo, a Noise Music, também parou de produzir vinis – dos 63 lançamentos, ele só fez edições no bolachão até o número 23. E para quem pretende investir no equipamento, Noise dá a dica: “Um leigo deveria comprar um toca-discos que tem saída para USB, que é mais interessante. Você pega o vinil e pode colocar a música no seu computador. Ou seja, o equipamento, além de tocar, também grava música.”
Consulta e audição Neófitos no vinil têm um endereço obrigatório para iniciar sua pesquisa em novos e velhos sons. Projeto criado por Edu Pampani há nove anos, a Discoteca Pública traz um acervo de 15 mil títulos de música brasileira, material disponível para consulta, gravação e audição. Há dois meses ocupando uma loja no Mercado do Cruzeiro, a Discoteca Pública também tem uma loja (com vinis e CDs, novos e usados). E duas vezes por mês ainda promove uma feira de vinis – no segundo sábado de cada mês na Galeria Inconfidentes, na Savassi e no terceiro sábado no Mercado do Cruzeiro – onde também se encontram toca-discos.
“De 2010 para cá, deu para perceber que a procura por vinis chegou a pessoas mais jovens. E não é por saudosismo, mas geralmente são pessoas que herdam discos dos pais e avós e com o tempo começaram a pegar o gosto pelo vinil”, diz Pampani. Por dia, circulam em média 70 pessoas no espaço do mercado. “Filhos, sobrinhos e netos de compositores que já morreram estão começando a resgatar a memória do artista. Geralmente, são nomes que gravaram um só compacto, então, como a família não guardou nada, eles vêm aqui para escutar e gravar. Não fico só atrás dos medalhões”, diz Pampani. Na internet, ele ainda oferece o mapa da mina. No endereço discotecapublica.blogspot.com.br, encontra-se uma seleção de sebos, lojas de discos e de equipamentos de BH, dicas de como cuidar dos discos e o acervo de títulos que compõem o projeto.
TeVê
TV paga
Estado de Minas: 24/08/2014
Musicais O concerto
Valencianas, que uniu Alceu Valença e a Orquestra Ouro Preto, será
exibido hoje, às 17h, no Canal Brasil. Na Cultura, às 23h, o cantor,
compositor e ator Gero Camilo é o convidado do Ensaio. No Film&Arts,
às 17h30, vai ao ar um documentário sobre a Orquestra West-Eastern
Divan, formada por jovens de países do Oriente Médio e da Espanha. Na
MTV, com oito indicações, Beyoncé (foto) é a favorita do Video Music Awards, que será transmitido a partir das 21h. E no Bis, à meia-noite, tem show de Phil Collins.
Documentários Mais uma novidade no canal ID, com a estreia hoje, às 21h, da série Idosos e perigosos, que reconstitui crimes hediondos cometidos por aparentemente inocentes velhinhos. Na Cultura, às 21h, vai ao ar a segunda e última parte do documentário História da moda no Brasil, de João Braga, Luís André do Prado e Tatiana Lohmann, falando da busca por uma identidade genuinamente nacional, o início do prêt-à-porter e o surgimento das escolas de design no país.
Caras & Bocas
Simone Castro - simone.castro@uai.com.br
Fatinha quebra tudo
Fatinha é uma personagem inesquecível de Malhação (Globo). Na temporada 2012, Juliana Paiva e sua espevitada estudante – ousada, independente e um tanto maluquinha – roubaram a cena e de um papel de coadjuvante saltou para o de protagonista. Prova disso é que a atriz estrelou a novela Além do horizonte logo em seguida. Pois agora Fatinha (foto) vai voltar a Malhação para uma visita e com uma novidade: está grávida de gêmeos. Ela procura por Nando (Leo Jaime) a fim de convidá-lo para ser o padrinho. O roqueiro aproveita para apresentar a jovem a toda a galera da Ribalta e relembrar os tempos do Misturama. Fatinha logo se enturma, conta por onde andam os amigos dos velhos tempos, a exemplo do seu marido, Bruno (Rodrigo Simas). Quem fica enciumada com o sucesso dela é Jade (Ana Júlia Dorigon), que não perde a chance de alfinetar a visitante. E acaba levando uma tirada bem humorada: “O que você ainda está aprendendo eu já até esqueci”, dispara Fatinha, provocando gargalhadas em todos. Como não poderia ser diferente, ela dá um show, pois, apesar do barrigão, mostra que tem energia de sobra, que mantém a ginga e “quebra tudo” no funk, dançando até o chão, para delírio geral. “Foi um papel muito bacana tanto para mim quanto para o público”, comentou Juliana, feliz da vida com o revival. As cenas da visita de Fatinha vão ao ar em 10 de setembro.
HUMORÍSTICO GARANTE MAIS UMA TEMPORADA
Sucesso no Multishow (TV paga), o programa Tudo pela audiência, que terminou dia 11, vai ganhar nova temporada. As gravações devem começar em setembro, antes que Tatá Werneck comece a trabalhar na novela Lady Marizete (Globo), em que será protagonista.
MICROSSÉRIE TEM NOMES CONFIRMADOS NO ELENCO
Felizes para sempre, remake de Quem ama não mata, minissérie exibida em 1982, será exibido em janeiro. Cássia Kis Magro, que ainda está em O rebu, no papel de Gilda, foi confirmada no elenco. Também estão confirmados Paolla Oliveira, Selma Egrei, Perfeito Fortuna e Sílvia Lourenço. A direção é de Fernando Meirelles.
DEFINIDA NOVELA QUE VAI SUCEDER GERAÇÃO BRASIL
Alto astral é a substituta de Geração Brasil (Globo). O autor, Daniel Ortiz, ganhou uma nova parceira, Maria Helena Nascimento, conhecida por colaborar com Gilberto Braga em algumas novelas. No elenco, entre outros, Cláudia Raia, Guilherme Leicam e Thiago Lacerda. Sérgio Guizé, que ficou conhecido por interpretar Gibão, em Saramandaia (Globo), será Caíque. Ele surge na trama depois de uma temporada fora do país, retornando para o casamento do irmão.
UMA REPRISE PARA QUEM É MUITO FÃ DE SAI DE BAIXO
O canal Viva (TV paga) reprisa na terça-feira, às 20h30, o episódio “Quem casa quer Caco”, um dos quatro produzidos para a temporada especial do Sai de baixo gravada pela emissora. Ingrid Guimarães faz participação especial como a fazendeira Henriqueta do Rego Amado, alvo de um golpe milionário que Caco (Miguel Falabella) planeja aplicar. O destaque fica por conta de Aracy Balabanian, que se divide na interpretação da esnobe Cassandra e também de uma cantora da Jovem Guarda.
REGRA DO SEXO PURITANO EM ANÁLISE NO CANAL BIO
No episódio de Como o sexo mudou o mundo de quarta-feira, às 23h, no canal Bio, a discussão será sobre o conservadorismo nos Estados Unidos. Para isso, o programa analisa a regra puritana do “sexo obrigatório” para pessoas casadas, jornais picantes do inventor e abolicionista Benjamin Franklin e até o design de alguns carros.
PAR EM CHIQUITITAS FICA HOJE DE FRENTE COM GABI
Os atores Emílio Eric e Letícia Navas são os convidados de Marília Gabriela (foto) no De frente com Gabi deste domingo, à meia-noite, no SBT/Alterosa. Em Chiquititas eles interpretam o casal de namorados Clarita e Beto. Fora da trama, afirmam que são apenas amigos e falam, inclusive, sobre seus namorados na vida real. “Tem crianças que conhecem o meu namorado e dizem que eu traí o Beto”, comenta Letícia. E Emílio revela um pouco mais da vida pessoal. “Estamos morando juntos. Meus pais aceitam de forma bem tranquila”, conta, referindo-se à namorada, Monique.
Enlatados
Mariana Peixoto - mariana.peixoto@uai.com.br
Estado de Minas: 24/08/2014
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Documentários Mais uma novidade no canal ID, com a estreia hoje, às 21h, da série Idosos e perigosos, que reconstitui crimes hediondos cometidos por aparentemente inocentes velhinhos. Na Cultura, às 21h, vai ao ar a segunda e última parte do documentário História da moda no Brasil, de João Braga, Luís André do Prado e Tatiana Lohmann, falando da busca por uma identidade genuinamente nacional, o início do prêt-à-porter e o surgimento das escolas de design no país.
Caras & Bocas
Simone Castro - simone.castro@uai.com.br
Fatinha quebra tudo
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Fatinha é uma personagem inesquecível de Malhação (Globo). Na temporada 2012, Juliana Paiva e sua espevitada estudante – ousada, independente e um tanto maluquinha – roubaram a cena e de um papel de coadjuvante saltou para o de protagonista. Prova disso é que a atriz estrelou a novela Além do horizonte logo em seguida. Pois agora Fatinha (foto) vai voltar a Malhação para uma visita e com uma novidade: está grávida de gêmeos. Ela procura por Nando (Leo Jaime) a fim de convidá-lo para ser o padrinho. O roqueiro aproveita para apresentar a jovem a toda a galera da Ribalta e relembrar os tempos do Misturama. Fatinha logo se enturma, conta por onde andam os amigos dos velhos tempos, a exemplo do seu marido, Bruno (Rodrigo Simas). Quem fica enciumada com o sucesso dela é Jade (Ana Júlia Dorigon), que não perde a chance de alfinetar a visitante. E acaba levando uma tirada bem humorada: “O que você ainda está aprendendo eu já até esqueci”, dispara Fatinha, provocando gargalhadas em todos. Como não poderia ser diferente, ela dá um show, pois, apesar do barrigão, mostra que tem energia de sobra, que mantém a ginga e “quebra tudo” no funk, dançando até o chão, para delírio geral. “Foi um papel muito bacana tanto para mim quanto para o público”, comentou Juliana, feliz da vida com o revival. As cenas da visita de Fatinha vão ao ar em 10 de setembro.
HUMORÍSTICO GARANTE MAIS UMA TEMPORADA
Sucesso no Multishow (TV paga), o programa Tudo pela audiência, que terminou dia 11, vai ganhar nova temporada. As gravações devem começar em setembro, antes que Tatá Werneck comece a trabalhar na novela Lady Marizete (Globo), em que será protagonista.
MICROSSÉRIE TEM NOMES CONFIRMADOS NO ELENCO
Felizes para sempre, remake de Quem ama não mata, minissérie exibida em 1982, será exibido em janeiro. Cássia Kis Magro, que ainda está em O rebu, no papel de Gilda, foi confirmada no elenco. Também estão confirmados Paolla Oliveira, Selma Egrei, Perfeito Fortuna e Sílvia Lourenço. A direção é de Fernando Meirelles.
DEFINIDA NOVELA QUE VAI SUCEDER GERAÇÃO BRASIL
Alto astral é a substituta de Geração Brasil (Globo). O autor, Daniel Ortiz, ganhou uma nova parceira, Maria Helena Nascimento, conhecida por colaborar com Gilberto Braga em algumas novelas. No elenco, entre outros, Cláudia Raia, Guilherme Leicam e Thiago Lacerda. Sérgio Guizé, que ficou conhecido por interpretar Gibão, em Saramandaia (Globo), será Caíque. Ele surge na trama depois de uma temporada fora do país, retornando para o casamento do irmão.
UMA REPRISE PARA QUEM É MUITO FÃ DE SAI DE BAIXO
O canal Viva (TV paga) reprisa na terça-feira, às 20h30, o episódio “Quem casa quer Caco”, um dos quatro produzidos para a temporada especial do Sai de baixo gravada pela emissora. Ingrid Guimarães faz participação especial como a fazendeira Henriqueta do Rego Amado, alvo de um golpe milionário que Caco (Miguel Falabella) planeja aplicar. O destaque fica por conta de Aracy Balabanian, que se divide na interpretação da esnobe Cassandra e também de uma cantora da Jovem Guarda.
REGRA DO SEXO PURITANO EM ANÁLISE NO CANAL BIO
No episódio de Como o sexo mudou o mundo de quarta-feira, às 23h, no canal Bio, a discussão será sobre o conservadorismo nos Estados Unidos. Para isso, o programa analisa a regra puritana do “sexo obrigatório” para pessoas casadas, jornais picantes do inventor e abolicionista Benjamin Franklin e até o design de alguns carros.
PAR EM CHIQUITITAS FICA HOJE DE FRENTE COM GABI
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Os atores Emílio Eric e Letícia Navas são os convidados de Marília Gabriela (foto) no De frente com Gabi deste domingo, à meia-noite, no SBT/Alterosa. Em Chiquititas eles interpretam o casal de namorados Clarita e Beto. Fora da trama, afirmam que são apenas amigos e falam, inclusive, sobre seus namorados na vida real. “Tem crianças que conhecem o meu namorado e dizem que eu traí o Beto”, comenta Letícia. E Emílio revela um pouco mais da vida pessoal. “Estamos morando juntos. Meus pais aceitam de forma bem tranquila”, conta, referindo-se à namorada, Monique.
Enlatados
Mariana Peixoto - mariana.peixoto@uai.com.br
Já vai tarde
Saber a hora de terminar é uma arte. E a HBO, talvez se fiando na boa repercussão das temporadas iniciais, errou a mão com True blood. A série termina hoje, às 22h, depois de sete temporadas, sem deixar nenhuma saudade. Se nos primeiros anos a alegoria do mundo real ao mostrar vampiros tentando se integrar aos humanos tinha lances criativos, muito humor e um clima pra lá de kitsch, no decorrer da trama a história se perdeu. No episódio de hoje, Sookie (Anna Paquin) avalia o futuro com e sem Bill (Stephen Moyer). Eric (Alexander Skarsgard) e Pam (Kristin Bauer van Straten) enfrentam a parceria desconfortável com Mr. Gus (Will Yun Lee).
Prazer – Antes do final de True blood, a HBO promove a estreia do segundo ano de O negócio. As três protagonistas da produção brasileira terão de enfrentar os desafios de manter a empresa Oceano Azul no topo. A partir das 21h.
Ossos – Já na quinta-feira, às 22h30, a Fox exibe o final da nona temporada de Bones. No episódio “Recluse in the recliner”, a equipe do Jeffersonian investiga a morte de Wesley Foster, escritor em um blog de conspiração.
Ver de novo – Terminada em março depois de nove temporadas, How I met your mother, uma das melhores sitcoms da década, será reprisada pelo canal Sony desde o primeiro ano. A estreia será amanhã, às 19h30, sempre de segunda a sexta-feira, com três episódios em sequência.
Pó de arroz – Amanhã, às 22h, o Syfy estreia a sexta temporada do reality show Face off, que explora o mundo da maquiagem de efeito especial.
Zumbis – O quinto ano de The walking dead estreia em 12 de outubro. Atração do canal Fox, a série chega também ao Netflix. O site de streaming passa a exibir as três primeiras temporadas.
Pestinhas da vez
Simone Castro
Vilanias não são próprias apenas de adultos. A ficção que o diga. O mundo da TV está cheio de crianças e jovens que de pequenas em pequenas maldades mostram que têm atributos para se tornarem os grandes vilões de amanhã. É claro que atuam com as armas que têm, agindo às vezes na inocência. Mas tanto investem contra o colega do lado, como atormentam a vida dos irmãos dentro da própria casa
Atualmente, duas pestes de novelas jogam pesado na tentativa de conseguir o que querem. Em Boogie oogie (Globo), a aprendiz de vilã da vez atende pelo nome de Cláudia, personagem da atriz Giovanna Rispoli. Desde o primeiro capítulo, mostrou que o que mais desejava era ver a irmã, Sandra (Ísis Valverde), pelas costas. Tudo para ficar com o quarto!
Agora, Cláudia quer se livrar do pai, o militar Elísio (Daniel Dantas), pois deseja ter o que sonha e, para isso, espera casar sua mãe, Beatriz (Heloísa Périssé), com um homem rico. Narizinho em pé, vive desafiando a autoridade dos mais velhos e destila pequenas doses de veneno, seja para testar a paciência dos pais e da irmã mais velha, seja para colocar em apuros o irmão Otávio (José Victor Pires).
Cláudia não é a primeira vilãzinha de Giovanna Rispoli. No início do ano, ela viveu Shirley, personagem de Viviane Pasmanter, na primeira fase de Em família (Globo). Foram poucos capítulos, mas o suficiente para a garota roubar a cena. Quem não se lembra da personagem, de longe, apenas observando Helena (Júlia Dalavia) se afogando, sem fazer um movimento para socorrê-la? O olhar de prazer foi de arrepiar. Agora com Cláudia, mais uma vez Giovanna diz a que veio.
Vale o mesmo para Júlia Gomes, a vilãzinha Marian, de Chiquititas (SBT/Alterosa). Ex-menina de rua, a personagem já foi moradora do orfanato Raio de Luz e acabou adotada. No entanto, retorna para azucrinar as outras meninas e, especialmente, Mili (Giovanna Grígio), de quem deseja tudo o que tem. Com uma maldade aqui, outra ali, Marian vai semeando a discórdia. E ainda tenta conquistar Mosca (Gabriel Santana), também com o intuito de magoar Mili. Ô peste!
Júlia Gomes interpreta sua primeira vilã. Aos 12 anos, viveu Sofia na primeira fase de A vida da gente (Globo, 2011), e Elisa, também na primeira fase de Amor eterno amor (Globo, 2012), ambas personagens boazinhas. Em 2010, a atriz foi a vencedora do Qual é o seu talento?, do SBT/Alterosa. No teatro, fez Shrek, o musical, A noviça rebelde e Garota do adeus. É uma jovem atriz que leva a sério a profissão. Com talento de sobra para viver mocinhas e vilãs.
PLATEIA
VIVA
Francisco Cuoco e Betty Faria, que já formaram par romântico em Pecado capital, se reencontram em Boogie oogie. Os personagens Vicente e Madalena prometem bons momentos.
VAIA
Cenas de Tuane (Nanda Costa) e Reginaldo (Flávio Galvão), com seus impasses sexuais, não têm graça alguma em Império (Globo). É uma trama sem atrativos e a dupla dispensável.
Saber a hora de terminar é uma arte. E a HBO, talvez se fiando na boa repercussão das temporadas iniciais, errou a mão com True blood. A série termina hoje, às 22h, depois de sete temporadas, sem deixar nenhuma saudade. Se nos primeiros anos a alegoria do mundo real ao mostrar vampiros tentando se integrar aos humanos tinha lances criativos, muito humor e um clima pra lá de kitsch, no decorrer da trama a história se perdeu. No episódio de hoje, Sookie (Anna Paquin) avalia o futuro com e sem Bill (Stephen Moyer). Eric (Alexander Skarsgard) e Pam (Kristin Bauer van Straten) enfrentam a parceria desconfortável com Mr. Gus (Will Yun Lee).
Prazer – Antes do final de True blood, a HBO promove a estreia do segundo ano de O negócio. As três protagonistas da produção brasileira terão de enfrentar os desafios de manter a empresa Oceano Azul no topo. A partir das 21h.
Ossos – Já na quinta-feira, às 22h30, a Fox exibe o final da nona temporada de Bones. No episódio “Recluse in the recliner”, a equipe do Jeffersonian investiga a morte de Wesley Foster, escritor em um blog de conspiração.
Ver de novo – Terminada em março depois de nove temporadas, How I met your mother, uma das melhores sitcoms da década, será reprisada pelo canal Sony desde o primeiro ano. A estreia será amanhã, às 19h30, sempre de segunda a sexta-feira, com três episódios em sequência.
Pó de arroz – Amanhã, às 22h, o Syfy estreia a sexta temporada do reality show Face off, que explora o mundo da maquiagem de efeito especial.
Zumbis – O quinto ano de The walking dead estreia em 12 de outubro. Atração do canal Fox, a série chega também ao Netflix. O site de streaming passa a exibir as três primeiras temporadas.
Pestinhas da vez
Simone Castro
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| Cláudia (Giovanna Rispoli) e Marian (Júlia Gomes): aprendizes de vilã |
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Vilanias não são próprias apenas de adultos. A ficção que o diga. O mundo da TV está cheio de crianças e jovens que de pequenas em pequenas maldades mostram que têm atributos para se tornarem os grandes vilões de amanhã. É claro que atuam com as armas que têm, agindo às vezes na inocência. Mas tanto investem contra o colega do lado, como atormentam a vida dos irmãos dentro da própria casa
Atualmente, duas pestes de novelas jogam pesado na tentativa de conseguir o que querem. Em Boogie oogie (Globo), a aprendiz de vilã da vez atende pelo nome de Cláudia, personagem da atriz Giovanna Rispoli. Desde o primeiro capítulo, mostrou que o que mais desejava era ver a irmã, Sandra (Ísis Valverde), pelas costas. Tudo para ficar com o quarto!
Agora, Cláudia quer se livrar do pai, o militar Elísio (Daniel Dantas), pois deseja ter o que sonha e, para isso, espera casar sua mãe, Beatriz (Heloísa Périssé), com um homem rico. Narizinho em pé, vive desafiando a autoridade dos mais velhos e destila pequenas doses de veneno, seja para testar a paciência dos pais e da irmã mais velha, seja para colocar em apuros o irmão Otávio (José Victor Pires).
Cláudia não é a primeira vilãzinha de Giovanna Rispoli. No início do ano, ela viveu Shirley, personagem de Viviane Pasmanter, na primeira fase de Em família (Globo). Foram poucos capítulos, mas o suficiente para a garota roubar a cena. Quem não se lembra da personagem, de longe, apenas observando Helena (Júlia Dalavia) se afogando, sem fazer um movimento para socorrê-la? O olhar de prazer foi de arrepiar. Agora com Cláudia, mais uma vez Giovanna diz a que veio.
Vale o mesmo para Júlia Gomes, a vilãzinha Marian, de Chiquititas (SBT/Alterosa). Ex-menina de rua, a personagem já foi moradora do orfanato Raio de Luz e acabou adotada. No entanto, retorna para azucrinar as outras meninas e, especialmente, Mili (Giovanna Grígio), de quem deseja tudo o que tem. Com uma maldade aqui, outra ali, Marian vai semeando a discórdia. E ainda tenta conquistar Mosca (Gabriel Santana), também com o intuito de magoar Mili. Ô peste!
Júlia Gomes interpreta sua primeira vilã. Aos 12 anos, viveu Sofia na primeira fase de A vida da gente (Globo, 2011), e Elisa, também na primeira fase de Amor eterno amor (Globo, 2012), ambas personagens boazinhas. Em 2010, a atriz foi a vencedora do Qual é o seu talento?, do SBT/Alterosa. No teatro, fez Shrek, o musical, A noviça rebelde e Garota do adeus. É uma jovem atriz que leva a sério a profissão. Com talento de sobra para viver mocinhas e vilãs.
PLATEIA
VIVA
Francisco Cuoco e Betty Faria, que já formaram par romântico em Pecado capital, se reencontram em Boogie oogie. Os personagens Vicente e Madalena prometem bons momentos.
VAIA
Cenas de Tuane (Nanda Costa) e Reginaldo (Flávio Galvão), com seus impasses sexuais, não têm graça alguma em Império (Globo). É uma trama sem atrativos e a dupla dispensável.
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