quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

TV PAGA


Estado de Minas:13/12/2012

Fim da linha
Dois episódios inéditos exibidos em sequência esta noite, a partir das 21h, no cana History, vão encerrar a quinta temporada da série Estradas mortais. A aventura pelas estradas congeladas do Canadá e do Alasca chega ao fim com mais alguns obstáculos para os corajosos caminhoneiros. Entre os perigos, um urso-polar aparece na Baía de Prudhoe e bloqueia a carga da transportadora. Um dos veteranos motoristas coloca sua vida em risco para contornar a situação, enquanto um dos novatos é enviado para casa e a filha favorita de Dalton, Lisa Kelly (foto), acelera para a linha de chegada.

NatGeo leva assinante 
ao inferno das drogas
No NatGeo, às 21h45, vai ao ar o especial Quintas de drogas. Isso mesmo: o canal vai mostrar o avanço do consumo de substâncias ilegais, assim como a sua produção e distribuição. O primeiro episódio de Drogas S/A vai tratar da pílula de ópio, conhecida como heroína Hillbilly, um poderoso analgésico que se tornou a segunda maior causa de mortes acidentais nos EUA, perdendo apenas para acidentes de trânsito. No segundo, o crack, entorpecente barato, de ação curta e intensa, que deixa os usuários desesperados por mais e alimenta o crime e a violência como nenhuma outra droga do planeta. E por fim o ecstasy, a droga do amor supremo, muito popular nas baldas de música eletrônica.

Campeão de vendas
revela seus truques
A truTV promove hoje mais duas estreias. Às 22h, O grande vendedor mostra a habilidade de “Big” Brian Elenson para vender qualquer que seja o objeto em negociação, sempre em prazos recordes, comandando mais de 200 vendas por ano, oferecendo desde artigos excêntricos até tesouros ocultos. Às 23h, é a vez de Os rebocadores de South Beach, que acompanha a rotina de uma empresa familiar encarregada de rebocar todos os veículos estacionados irregularmente na região mais movimentada da noite de Miami.

Economista troca as 
planilhas pela prancha
Amigos de infância, Bruno Pesca e Marcelo Trekinho se reencontram anos depois de suas vidas tomarem rumos totalmente distintos, para viver da forma como sempre sonharam. Em A vida que eu queria, o economista Bruno Pesca abandona o mercado financeiro para experimentar um pouco da vida do amigo, que se tornou surfista profissional. Marcelo Trekinho revela detalhes da sua vida e como se distanciou das competições após 10 anos seguindo o circuito mundial de surfe. O especial integra a programação do primeiro aniversário do canal Off. Confira às 21h.

Ação, drama e humor 
no pacote de cinema
O festival de filmes de James Bond vai chegando perto do fim com mais dois longas esta noite, no canal TCM: 007 contra Goldeneye (22h) e 007 – O amanhã nunca morre (0h30). Na concorrida faixa das 22h, o assinante tem mais oito opções: Corisco e Dadá, no Canal Brasil; Sexo com amor?, no Megapix; As aventuras de Agamenon, o repórter, no Telecine Premium; Enrolados, no Telecine Fun; Amor a distância, na HBO2; Dicionário de cama, no AXN; Confidências à meia-noite, na Cultura; e Janela secreta, no Max Prime. Outras atrações da programação: Simplesmente complicado, às 19h40, na TNT; e Jumper, às 22h15, na Fox.

Sites de busca revelam curiosidades alheias


 QUENTIN HARDY e MATT RICHTEL
Tem coisas que você pergunta aos amigos, parentes e confidentes próximos. Outras, à internet.
Há anos, sites de busca oferecem pistas sobre os tópicos que as pessoas procuram. Agora, sites como o Google e o Bing estão mostrando de forma exata as perguntas mais frequentes, permitindo-nos espiar virtualmente as curiosidades privadas dos outros. Isso está revelando padrões interessantes.
Perguntas frequentes incluem: Quando o mundo vai acabar? Neil Armstrong é muçulmano? George Washington era gay?
As perguntas vêm das ferramentas chamadas "autocompletar" ou "autossugerir". Elas antecipam o que você deverá perguntar com base em perguntas que outras pessoas já fizeram.
Basta digitar alguma coisa começando com "é" ou "foi" [em inglês, essas formas verbais aparecem no início de frases interrogativas], e os buscadores passam a preencher o resto.
Estudiosos do comportamento on-line também dizem que as perguntas mostradas pelos sites muitas vezes são politicamente incorretas ou delicadas.
"Seu buscador é o seu melhor amigo. Você fala com ele sobre tudo, até sobre coisas que você não falaria com seus melhores amigos reais", disse Danny Sullivan, editor-chefe do Search Engine Land, um site que cobre a indústria das buscas.
Uma categoria surge com intrigante frequência: a dúvida sobre se determinada pessoa é gay. Isso costuma aparecer também quando você inicia buscas sobre George Clooney, sobre o jogador de beisebol Alex Rodríguez, sobre a atriz Ellen Page, sobre Genghis Khan e até sobre o papa.
Nick In't Ven, gerente-sênior de programação do Bing, da Microsoft, disse que os resultados refletem as curiosidades coletivas dos usuários. "Baseamos isso na experiência, no que os usuários têm perguntado no mundo inteiro", disse In't Ven. "Estamos tentando refletir as intenções coletivas do mundo."
In't Ven acrescentou que ele e sua equipe costumam conversar sobre as perguntas estranhas que surgem.
Há alguns meses, eles se interessaram pelas frequentes buscas sobre estereótipos culturais. Digite "Por que os americanos são", e as opções de autocompletar incluem "gordos", "estúpidos" e "patrióticos". Substitua por "chineses", e entre as sugestões aparecerão "magros", "rudes" e "inteligentes".
Krisztina Radosavljevic-Szilagyi, porta-voz do Google, escreveu que "os termos de busca que você vê na função de autocompletar são um reflexo das atividades de busca de todos os usuários da web".
Uma razão de ser desses serviços é reduzir os erros de digitação, para tornar os resultados mais rápidos e precisos. Mas outro motivo é dar às pessoas a sensação de que as coisas estão andando mais velozmente, poupando-lhes o tempo de digitar algumas palavras adicionais.
Em uma experiência há vários anos, o Google descobriu que as pessoas se diziam mais satisfeitas com as buscas quando os resultados apareciam poucos milésimos de segundos antes, num intervalo inferior ao que é possível ser percebido conscientemente.
Sean Gourley, cofundador e diretor de tecnologia do Quid, empresa de análise de dados, disse que os resultados do autocompletar salientam o caráter privado da conversa que as pessoas acreditam estar tendo com seus computadores.
"Não estamos sendo julgados pelo nosso computador, ou melhor, não sentimos que estamos sendo julgados", afirmou.
"Tendemos a fazer perguntas sem nenhum tipo de barreira."[in folha de são paulo]

    Espécie recém-descoberta amarga 'gaveta'


    Cálculo feito por franceses indica que animais e plantas levam 21 anos, em média, para receberem nome científico
    Demora atrapalha esforços para mapear a biodiversidade do planeta, afirma estudo na "Current Biology"
    FRANCISCO ZAIDENCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULOPesquisadores franceses especialistas em biodiversidade fizeram uma conta nada animadora: em média, passam-se mais de 20 anos entre a descoberta de uma espécie e sua descrição, ou seja, o "batismo" formal com um nome científico.
    O dado, que está em artigo recente na revista científica "Current Biology", dá uma medida do tamanho do atraso que afeta o conhecimento sobre a diversidade de espécies do planeta.
    A equipe francesa, liderada por Benoît Fontaine, apelidou essa demora de "shelf life" ("vida na prateleira", por analogia com o tempo que os produtos duram nas prateleiras do supermercado ou da despensa).
    Nesse andar da carruagem, segundo o estudo, seriam necessários muitos séculos para descrever todas as espécies que vivem na Terra -e, sem essa informação, fica difícil tomar decisões sobre conservação ou fazer estudos evolutivos bem embasados.
    No estudo, os pesquisadores começaram com uma lista de 16.994 espécies descritas em 2007. Dessas, eles analisaram 600, de diferentes reinos, escolhidas ao acaso. Tiveram acesso à data de descoberta de 570 delas e calcularam a média do intervalo entre a descoberta e a descrição. O resultado: 20,7 anos entre as duas datas.
    O biólogo Antonio Marques, do Departamento de Zoologia da USP, diz que essa demora se deve ao fato de que muitos espécimes, quando vão para os museus, ficam à espera de um pesquisador que possa analisá-los.
    FATOR SORTE
    "Há todo o trabalho de separação e triagem. Tem de dar sorte de que alguém que esteja trabalhando no museu tenha conhecimento do material e que depois possa descrevê-lo", explica.
    O "tempo de prateleira" pode ser menor para espécies aquáticas e maior para espécies terrestres. Esse resultado surpreendeu os pesquisadores franceses, que dizem não saber como explicá-lo.
    Marques diz que um organismo marinho é mais difícil e mais caro de ser catalogado e, por isso, é tratado com mais cuidado. "Ao chegar ao navio de pesquisa, o organismo já tem uma equipe pronta à sua espera", explica.
    Há também um fator sociológico identificado pelo estudo: a divisão entre taxonomistas (especialistas em classificação) profissionais e não profissionais.
    O "tempo de gaveta" de novas espécies descritas por profissionais é maior do que o das descritas por não profissionais. Segundo o estudo, muitos amadores trabalham de maneira pessoal, com projetos de menor escala e quantidades limitadas de espécimes coletadas.
    "Entretanto, pelo fato de os amadores conseguirem o mesmo reconhecimento na descrição das espécies, eles devotam muito tempo a esse trabalho", diz o estudo.
    Para os taxonomistas profissionais, por outro lado, a mera descrição não basta: eles ganham mais prestígio se fizerem estudos detalhados do relacionamento evolutivo entre as várias espécies, o que atrasa o trabalho.

      FRASE
      "Acabaremos descrevendo espécies já extintas, como os astrônomos enxergam estrelas já desaparecidas"

      Relíquias judaicas


      No Bom Retiro, a sinagoga mais antiga do Estado completa 100 anos hoje e prepara inauguração de memorial dos imigrantes
      FERNANDA KALENACOLABORAÇÃO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO
      A sinagoga mais antiga do Estado de São Paulo completa hoje o seu primeiro centenário. Construída em 1912, na rua da Graça, no bairro do Bom Retiro, a Kehilat Israel ou Comunidade Israelita, como é chamada, teve um papel importante na imigração de judeus para o Brasil.
      Grande parte dos imigrantes desembarcava no porto de Santos rumo a São Paulo e, nas primeiras noites no bairro da região central da capital, a sinagoga era mais do que o centro religioso -ela também os abrigava.
      Antigamente, ela ficava no segundo andar de um sobrado. No primeiro, havia camas e uma cozinha para os recém chegados. Assim, a sinagoga que se desenvolveu com o bairro se transformou em referência no Bom Retiro.
      Entre as décadas de 1920 e 1930, segundo dados divulgados pelo IBGE no artigo Os judeus no Brasil, de Keila Grinberg, quase 30 mil judeus entraram no país.
      O fluxo de imigrantes continuou com a ascensão do nazismo na Europa. Não demorou para que o local ficasse conhecida como bairro dos judeus, já que eles detinham quase todo comércio da região.
      Com o passar dos anos, no entanto, esse cenário mudou. Na Kehilat Israel também.
      DECLÍNIO
      Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro, 70% do comércio local hoje é administrado por coreanos e apenas 20% por judeus.
      "No meu prédio quase não tinha mais judeu", diz o advogado Francisco Kirchenchteyn, 74, que em 1998 trocou o Bom Retiro por Higienópolis. "Muitos judeus adquiriram status melhor e acabaram deixando o bairro", afirma ele.
      Assim como o bairro, a sinagoga centenária também sentiu o impacto. Esvaziada e com poucos recursos o abandono era visível. "Quando chovia, tinha muitas goteiras. Tinha mofo e um grave problema de infiltração", diz o engenheiro mecânico Aizic Bauman, 57, que frequenta o local desde criança.
      CENTENÁRIO
      A sinagoga fechou no ano passado para reforma e, no mesmo espaço, está sendo construído o Memorial da Imigração Judaica.
      "A ideia surgiu porque a sinagoga estava minguando, a colônia judaica no Bom Retiro diminuiu bastante. Ela é um marco na nossa imigração e é importante preservar sua história", afirma o rabino David Weitman, que integra o conselho consultivo do futuro memorial.
      Entre documentos e objetos, o acervo já conta com mais de 500 itens. Todos vieram de doações das famílias judaicas de São Paulo.
      A previsão é que a obra acabe em 2014, mas ainda faltam recursos. "Famílias que frequentavam a sinagoga estão ajudando a financiar o projeto, mas esperamos conseguir apoio das secretarias de cultura", conta o rabino.
      A sinagoga Comunidade Israelita está comemorando 100 anos e, para marcar a data, um evento duplo: hoje, às 19h30, em frente à sinagoga, será realizada a festa do centenário e a cerimônia de colocação da Pedra Fundamental, que marca a construção do Memorial.

      FRASES
      "A ideia surgiu porque a sinagoga estava minguando, a colônia judaica no Bom Retiro diminuiu bastante"
      "Ela é um marco na nossa imigração e é importante preservar sua história"
      DAVID WEITMAN
      rabino que integra o conselho consultivo do futuro memorial
      "Muitos judeus adquiriram status melhor e acabaram deixando o bairro"
      "No meu prédio quase não tinha mais judeu"
      FRANCISCO KIRCHENCHTEYN, 74
      advogado, explicando os motivos que o levaram a sair do Bom Retiro