segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Enquete da Folha elege os maiores nomes da cultura neste ano

FOLHA DE SÃO PAULO

2012
DE SÃO PAULO
A convite da "Ilustrada", nomes relevantes de cada área da cultura elegeram a figura que mais se destacou em seu campo de atuação no ano que termina hoje. Também apostaram nos nomes que devem ter maior projeção em 2013. Nas artes plásticas, no cinema, na televisão, na música, no teatro e na literatura, convidados escolheram três nomes em cada categoria e foram eleitos os que tiveram mais menções.


Quem é quem será

"Ilustrada" elege, em vermelho, os artistas que movimentaram a cultura brasileira em 2012 e lança, em azul, suas apostas sobre quem será destaque ao longo do ano que começa amanhã

MÚSICA TULIPA RUIZ
A cantora e compositora superou a famosa "síndrome do segundo disco" e provou não ser "fogo de palha" após sua estreia com "Efêmera".
Mais do que isso, Tulipa liderou a votação de destaque da música brasileira de 2012 por ter ido além das expectativas com "Tudo Tanto".
Composições mais maduras, arranjos mais elaborados e ousadias vocais funcionaram tanto em seu segundo álbum quanto no show que ela levou aos palcos.
Com casas de shows lotadas para lhe ver, seu alcance de público ainda aumentou com a inclusão de "Só Sei Dançar com Você", de seu primeiro disco, na trilha da novela "Cheias de Charme", exibida pela Globo em 2012.
TELEVISÃO JOÃO EMANUEL CARNEIRO
Em "Avenida Brasil", sua segunda incursão no horário das 21h da Globo, João Emanuel Carneiro aprofundou sua investida no thriller, iniciada com "A Favorita" (2008).
O autor também transformou o subúrbio carioca em um laboratório de tipos amorais, não poupando nem a mocinha, a vingativa Nina (Débora Falabella).
Carneiro mobilizou as redes sociais, criou bordões e fez os telespectadores se apaixonarem pela vilã Carminha, interpretada com intensidade por Adriana Esteves.
Na enquete promovida pela "Ilustrada", tanto Carneiro como Esteves obtiveram cinco votos cada para o posto de "Ilustrado de 2012".
Entre criador e criatura, a Redação desempatou o título em favor de Carneiro..
TEATRO MARCIO ABREU
Ao criar a Companhia Brasileira de Teatro -em 1999, em Curitiba- Marcio Abreu deu início a um dos mais sólidos e belos trabalhos de grupo em território nacional.
Em 2010, a companhia chegou a um ponto alto de sua trajetória com o espetáculo "Vida", mas depois ainda vieram "Oxigênio" (2010), "Isso Te Interessa?" (2011) e uma sucessão de prêmios, o Bravo! e o Shell entre eles.
A atriz Renata Sorrah estava de olho no grupo, com quem firmou parceria neste ano para estrear "Esta Criança", do francês Joël Pommerat. Tiro certo: a peça tem cinco indicações ao Shell do Rio. Virá a São Paulo em março.
ARTES PLÁSTICAS ANNA MARIA MAIOLINO
Italiana radicada em São Paulo desde os anos 1960, Anna Maria Maiolino, 70, chegou ao auge da carreira neste ano. Participou da 13ª Documenta, em Kassel, na Alemanha, com uma instalação que ocupou uma casa inteira no parque Karlsaue, arrancando elogios da crítica.
Também teve o conjunto da obra reconhecido na primeira edição do prêmio Masp/Mercedes Benz de Artes Visuais e expõe agora no museu da avenida Paulista um recorte de sua produção, dos anos 1970 aos dias atuais.
Maiolino se firmou com uma obra de caráter político contundente, calcado na condição feminina e construído em escala doméstica, como suas obsessivas esculturas de argila sempre feitas à mão.
LITERATURA ANGÉLICA FREITAS
Não foi simples chegar a um consenso sobre o grande nome literário do país em 2012, o que não deixa de ser bom sinal: a se julgar a pulverização de votos, não faltaram bons nomes publicados.
No fim, quem venceu foi a poeta pelotense Angélica Freitas, 39, que, cinco anos e meio depois de publicar seu primeiro livro, "Rilke Shake" (7 Letras/Cosac Naify, 2007), voltou às livrarias, e em dose dupla: lançou o volume de poemas "Um Útero É do Tamanho de um Punho" (Cosac Naify) e a graphic novel "Guadalupe" (Quadrinhos na Cia.), esta em parceria com o quadrinista Odyr Bernardi.
"Gosto de publicar só quando realmente tenho algo a dizer", diz Angélica. Para 2013, tem mais um projeto de HQ em parceria com o Odyr.
CINEMA KLEBER MENDONÇA FILHO
Poucos filmes brasileiros foram tão incensados antes de uma estreia quanto "O Som ao Redor" -que entra em cartaz nesta sexta.
E seu diretor, Kleber Mendonça Filho, foi o nome do cinema nacional mais lembrado pelos especialistas consultados pela Folha.
Com formação de crítico, o pernambucano de 44 anos conseguiu unir técnica e cuidado na interpretação em seu primeiro longa de ficção.
O resultado foi um acúmulo de prêmios em festivais internacionais (Roterdã, Oslo), nacionais (Rio, Gramado, São Paulo) e uma lembrança na lista dos melhores filmes do ano pelo "The New York Times".
TELEVISÃO MARCELO ADNET
Há cinco anos, quando despontou na MTV com um programa diário, Marcelo Adnet, 31, passou, em pouco tempo, de revelação ao posto de um dos principais nomes do humor no Brasil.
Em 2012, foi escolhido como o melhor humorista da TV pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e alçado à aposta para a televisão nacional em 2013 pelos críticos ouvidos pela "Ilustrada".
A escolha de Adnet, no entanto, está diretamente vinculada a sua transferência para a Globo em 2013. As negociações estão adiantadas.
"Será um desafio. O Adnet é um dos mais talentosos humoristas vivos, mas, na Globo, não terá tanta liberdade como na MTV", afirma Tony Goés, colunista do "F5", site de entretenimento da Folha.
MÚSICA SILVA
Depois de despontar com um EP lançado em 2011, o cantor e compositor capixaba Lúcio da Silva Souza, o Silva, não "aconteceu" de fato em 2012 por ter lançado "Claridão", seu disco de estreia, já no finalzinho do segundo semestre.
Não que a época não seja boa, mas não deu tempo de estourar antes de 2012 acabar.
Visto como uma espécie de "Guilherme Arantes do século 21" (com mais uma série de referências brasileiras e estrangeiras), o músico foi o campeão de votos para aposta da música brasileira de 2013 por ter lançado um álbum consistente, feito à base de um som que consegue ser pop sem ser simplório e sem perder a qualidade.
TEATRO LEONARDO MOREIRA
Aos 30 anos -e com menos de cinco de carreira- Leonardo Moreira já venceu o prêmio Shell duas vezes. O primeiro troféu foi conquistado pela autoria da peça "Escuro" (2009/2010), aos 28.
Sua produção ao lado da Cia. Hiato ganhou corpo com "O Jardim" (2011) e "Ficção" (2012), que radicalizaram o estilo de narrativa fragmentada estabelecido pelo autor em seus primeiros textos.
Moreira começará 2013 com dois projetos na manga. Sua peça "Ensaio" estreia no teatro Geo em janeiro. E o festival Santiago a Mil, no Chile, mostra uma retomada dos trabalhos que marcaram a trajetória da Hiato.
LITERATURA BERNARDO CARVALHO
Apontar o nome que promete mobilizar a literatura brasileira em 2013 também dividiu escritores e críticos ouvidos pela "Ilustrada".
Uma pequena vantagem deu vitória a Bernardo Carvalho, 52. Um dos principais escritores brasileiros contemporâneos, ele é autor de "Nove Noites" (2002) e "Mongólia" (2003), editados pela Companhia das Letras, entre outros livros.
Desde 2009, dedica-se a escrever seu novo e aguardado romance, previsto para ser lançado pela Companhia no primeiro semestre de 2013.
Procurado pela Folha, ele preferiu não comentar o novo livro. "Estou trabalhando ainda, no meio do processo de escrita. Sou um pouco travado para escrever, prefiro me preservar por enquanto."
ARTES PLÁSTICAS JAC LEIRNER
Jac Leirner, 51, não é nenhuma novata nas artes visuais do país, mas a artista está em plena ascensão depois de um intervalo na produção.
Sua elogiada retrospectiva na Estação Pinacoteca no fim do ano passado promoveu seu retorno às galerias.
Ela entrou para o time da poderosa Fortes Vilaça, onde fez uma mostra individual em 2012, e se prepara para ocupar, em junho, um dos monumentais espaços da galeria britânica White Cube, em Londres, que passa a representar a artista no exterior.
Leirner é conhecida por suas instalações de estética construtivista e minimalista, que criticam o sistema das artes visuais. Ela articula objetos descartados, colecionados à exaustão, em situações que expõem os bastidores das grandes galerias e museus.
CINEMA MARCO DUTRA
Ao lado da parceira constante Juliana Rojas, o diretor Marco Dutra é assíduo frequentador do Festival de Cannes, seja com curtas ("O Lençol Branco", "Um Ramo") seja com longa-metragem ("Trabalhar Cansa", único representante brasileiro no evento de 2011). Em 2013, o paulista tem o desafio de lançar o primeiro filme solo, "Quando Eu Era Vivo". O prestígio do jovem cineasta de 32 anos está tão em alta que, mesmo com orçamento modesto, conseguiu convencer Antonio Fagundes e a cantora Sandy a protagonizar o thriller, previsto para estrear em maio -se depender da lógica, em Cannes.

    Melhor do dia na TV

    FOLHA DE SÃO PAULO

    Canal Space exibe o especial "Fim de Ano Selvagem: Serial Killers"
    Space, a partir das 18h. Para encerrar o ano, o canal preparou uma sequência de filmes de suspense. A programação do especial intitulado "Fim de Ano Selvagem: Serial Killers" começa com "Patricia Cornwell The Front" (14 anos). No longa, Andy MacDowell vive uma promotora pública que encarrega um detetive de reabrir o caso de um serial killer famoso.
    Às 20h vai ao ar "D-Tox" (12 anos), produção de 2002 em que Sylvester Stallone interpreta um policial. Em seguida, às 22h, é a vez de "Instinto Secreto" (18 anos), com Demi Moore e Kevin Costner no elenco.
    "Jogos Mortais IV" (18 anos) encerra a programação, à 0h15. No filme, um agente da Swat tem menos de duas horas para escapar de uma armadilha.
    Warner promove uma maratona de "Friends"
    Warner, 12h, classificação não informada. O canal inicia uma maratona da série "Friends": do meio-dia de hoje ao fim do dia de amanhã, a programação será ocupada exclusivamente pela sitcom.
    Ivete Sangalo canta no "Show da Virada"
    Globo, 22h20, classificação não informada. Ivete Sangalo, Gaby Amarantos, Skank, Paula Fernandes, Thiaguinho, Capital Inicial, Gusttavo Lima, Claudia Leitte e outros se apresentam no "Show da Virada".

      CRÍTICA
      "2001" propõe alguns enigmas inquietantes para a humanidade
      INÁCIO ARAUJOCRÍTICO DA FOLHAPara encerrar o ano (e abrir outro) existem duas soluções: ou ir a uma festa de réveillon ou ver "2001: Uma Odisséia no Espaço" (Max, 22h, 12 anos). Eu sei, todo mundo vai ficar com a primeira opção. Até porque a segunda não é tão animadora: propõe enigmas inquietantes no que diz respeito à espécie humana.
      Não só a seu futuro, é verdade, mas, no que diz respeito ao futuro, estamos ali às voltas com algumas situações não menos estressantes, como a hipótese de inteligências artificiais superarem e mesmo dominarem o engenho humano.
      Mas não é tanto um ano novo de pânico que nos sugere Stanley Kubrick em seu "2001". Talvez esteja ali, já, a hipótese de um mundo em que a figura humana já não seja central.

        A batalha final [ Harry Potter x Crepúsculo]

        FOLHA DE SÃO PAULO - FOLHATEEN

        A batalha final
        Concluída a saga "Crepúsculo" nos cinemas, crítica e fãs podem fazer um balanço final e compará-la às aventuras do bruxo Harry Potter, numa disputa que promete barulho
        IURI DE CASTRO TÔRRESDE SÃO PAULOBruxos X vampiros. Magia X paixão. Com a estreia do filme "Amanhecer Parte 2", o "Folhateen" põe pilha na briga entre fãs e convidou dois críticos para dar o veredito sobre livros e filmes: qual série é melhor, "Harry Potter" ou "Crepúsculo"?
        O bruxinho inglês, criado por J.K. Rowling, ganhou tanto na qualidade literária quanto na cinematográfica, mas a saga de vampiros, de Stephenie Meyer, faz mais sucesso no Brasil -levou mais fãs ao cinema e vendeu mais livros.
        Se é difícil coroar qual das sagas é melhor, vale a pena relembrar os melhores momentos delas e sentir saudades de tantos dentuços e magos na literatura.

          NOS CINEMAS
          Diretores dos filmes do bruxinho inglês têm currículos melhores
          ANDRÉ BARCINSKICRÍTICO DA FOLHATanto "Harry Potter" quanto "Crepúsculo" são o sonho dourado de qualquer estúdio hollywoodiano: séries que apelam ao público mais fiel que existe, crianças e adolescentes, e que permitem diversas continuações. A série "Harry Potter" rendeu oito filmes; "Crepúsculo", cinco.
          Em termos de qualidade cinematográfica, não tem comparação: "Harry Potter" leva a melhor. Os filmes do jovem mago inglês têm, na média, melhores diretores, roteiros mais consistentes e um nível de produção mais bem acabado que seu rival.
          Basta ver a lista de diretores que já comandaram os filmes de Harry Potter: Chris Columbus, que dirigiu os dois primeiros filmes, teve enorme sucesso como roteirista de filmes infantis -"Goonies' e "Gremlins"- e dirigiu a série "Esqueceram de Mim".
          Antes de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", de 2004, o mexicano Alfonso Cuaron havia feito o elogiado drama "E Sua Mãe Também", com Gael Garcia Bernal.
          Os outros dois diretores da série "Harry Potter" foram os britânicos Mike Newell, de ótimos dramas como "Dançando com um Estranho" (1985) e comédias de sucesso como "Quatro Casamentos e um Funeral" (1994), e David Yates, premiado diretor de TV que fez os últimos quatro filmes de "Harry Potter".
          Já "Crepúsculo" tem uma lista de diretores menos estrelada. Dos quatro cineastas que comandaram a série, apenas o norte-americano Bill Condon tem um currículo mais invejável, tendo recebido um Oscar de melhor roteiro adaptado por "Deuses e Monstros" (1998) e sido indicado a outro Oscar pelo roteiro de "Chicago" (2002).
          Curioso lembrar que a autora de "Harry Potter", J.K. Rowling, queria para dirigir o primeiro filme Terry Gilliam, o visionário ex-membro da trupe cômica Monty Python e autor de filmes lúdicos e complexos como "Brazil" e "Doze Macacos".
          O que seria de Harry Potter na mão de Gilliam? Talvez não fosse o sucesso que foi, mas seria bem mais interessante e ousado, com certeza.

            NOS LIVROS
            Obra épica, "Harry Potter" abriu caminho para a saga "Crepúsculo"
            LUIZ BRASESPECIAL PARA A FOLHAQuando eu era jovem, havia uma disputa muito séria. Qual saga era a melhor: "Jornada nas Estrelas" ou "Guerra nas Estrelas"?
            Décadas depois, mudou a geração jovem, mas não desapareceu o espírito de competição. Uma nova disputa surgiu. Qual saga é a melhor: "Harry Potter" ou "Crepúsculo"?
            A primeira questão nunca foi um grande problema. Sempre curti "Guerra nas Estrelas" mais do que "Jornada nas Estrelas". Mas a segunda disputa, putz, essa é bem complicada.
            A principal dificuldade é que a saga "Harry Potter" e a saga "Crepúsculo" são obras muito diferentes. Theodor Adorno, meu filósofo predileto, sempre dizia que comparar obras muito diferentes era uma perda de tempo.
            Em nome da diversão, estou disposto a ignorar isso. Adoro disputas. Vou pôr lenha nessa fogueira.
            PONTOS EM COMUM
            As duas sagas são diferentes, mas têm pelo menos duas coisas em comum.
            Primeiro: o tema central de ambas é o amor. Em "Harry Potter" é o amor fraternal, entre três amigos. Em "Crepúsculo" é o amor romântico, entre três enamorados.
            Segundo: as duas sagas seguem o tradicional modelo das histórias fantásticas.
            Esse modelo pode ser resumido assim: herói ou heroína vivem uma vidinha comum. De repente, descobrem uma realidade fabulosa (o mundo da feitiçaria, o mundo dos vampiros e dos lobisomens). Sua vida vira de cabeça pra baixo, vencem todos os perigos e, no final, acabam transformados (Harry, num bruxo poderoso; Bella, numa vampira).
            ÉPICO
            A saga "Harry Potter" evitou as simplificações tão comuns na literatura para jovens (romances curtos, poucos personagens, trama simples). Os sete volumes formam um épico de mais de 3.000 páginas, com dezenas de personagens e uma trama complexa.
            A saga "Crepúsculo" fugiu do clichê e reinventou vampiros e lobisomens, antes tão apavorantes e sanguinários. Gostei disso. Gostei de ver vampiros e lobisomens apaixonados e, até certo ponto, civilizados.
            Mas, se tiver mesmo que escolher, ficarei com a saga "Harry Potter". Não só por sua dimensão e complexidade, mas também por sua
            precedência.
            "Harry Potter e a Pedra Filosofal", primeiro volume da saga de J.K. Rowling, foi publicado em 1997. Já o primeiro volume da saga de Stephenie Meyer saiu em 2005.
            O estrondoso sucesso do bruxo britânico formou uma geração inteira de novos leitores, garantindo o sucesso também de Bella, Edward, Jacob e de muitos outros heróis fantásticos que surgiram depois.

              Aplicativos e a ilusão de privacidade

              FOLHA DE SÃO PAULO

              INTERNETS
              Semana passada uma briga tomou conta das internets: a batalha entre os aplicativos Snapchat e Poke. O conceito é simples. Você envia mensagens para os amigos, que se autodestroem no tempo que você escolher (10, 5, 3 ou até 1 segundo).
              Vale para qualquer conteúdo: fotos, vídeos, texto etc. É como a carta que se autodestroi em filmes como "Missão Impossível", só que aplicada à comunicação pela rede.
              O Snapchat ficou popular entre pessoas em busca de privacidade, incluindo adolescentes que enviam imagens comprometedoras para os amigos (prática conhecida como "sexting"). O serviço, criado por dois alunos de Stanford, decolou a ponto de ter 20 milhões de imagens compartilhadas por dia.
              Há na ideia o potencial para um novo fenômeno, tão grande como o Instagram. Só que tanto sucesso incomodou o Facebook. A rede social decidiu criar sua própria versão, chamada Poke. Lançado há uma semana, foi direto ao topo de aplicativos mais baixados da Apple. O serviço é o mesmo. Só que permite enviar mensagens para a lista de contatos do Facebook.
              Ambos vendem uma falsa ideia de privacidade. As mensagens de fato somem depois de um tempo. Mas nada impede que alguém tire um "screenshot" da tela do celular. Ou mesmo uma foto da própria tela do aparelho.
              O Facebook aparentemente mantém todas as imagens armazenadas nos seus servidores até dois dias depois do envio, para evitar problemas jurídicos.
              Com isso, para quem quer privacidade para valer, esses aplicativos não são solução.
              READER
              JÁ ERA Ostentação só para ricos
              JÁ É Funk ostentação (bit.ly/N7ol0M)
              JÁ VEM Brega ostentação (bit.ly/TqZxH0)