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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Homenagem da astronomia ao Star Trek

folha de são paulo

Lua de Plutão pode ganhar nome de Vulcano, planeta do Sr. Spock

DA REUTERS


O ator William Shatner, o capitão James T. Kirk da série "Jornada nas Estrelas", e milhares de fãs estão fazendo uma campanha para que uma das novas luas de Plutão ganhe o nome de Vulcano, planeta onde nasceu o personagem alienígena Sr. Spock, interpretado por Leonard Nimoy.
Divulgação
Leonard Nimoy, o Sr. Spock dos anos clássicos de "Jornada nas Estrelas"
Leonard Nimoy, o Sr. Spock dos anos clássicos de "Jornada nas Estrelas"
Shatner, estrela do programa lançado em 1966 e que deu origem a uma série de filmes, propôs o nome a cientistas no início do mês. Mais de 100 mil dos 330 mil votos são por Vulcano na eleição organizada pelo Instituto Seti, na Califórnia, responsável pela descoberta dos satélites.
Além do nome do planeta do Sr. Spock, outros 20 nomes estão concorrendo.
"Estamos nos aproximando de 120 mil votos por Vulcano no plutorocks.com ! Você já votou hoje?", postou Shatner em seu perfil no microblog Twitter.
Até agora, as duas luas, cada uma com diâmetro de 20 km a 30 km, são conhecidas como P4, descoberta em 2011, e P5, em 2012.
Divulgação/Nasa
Imagem do telescópio Hubble mostra as cinco luas que orbitam Plutão; a mais nova, P5, está em destaque
Imagem do telescópio Hubble mostra as cinco luas que orbitam Plutão; a mais nova, P5, está em destaque
Antes desses achados, os astrônomos identificaram e batizaram três satélites --Charon, Nix e Hydra.
A votação para escolher os nomes das novas luas acaba no dia 25 de fevereiro. Os vencedores serão avaliados para a União Astronômica Internacional. "Vamos esperar que a IAU ache que Vulcano é um bom nome", escreveu Shatner em outro post na rede social.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Ilha do Caribe pode baixar filme grátis para retaliar os EUA

FOLHA DE SÃO PAULO

País ganhou o direito a sanções na OMC e abre porta para que outros adotem medida similar
DA REUTERSCom direito a impor sanções comerciais aos EUA, a ilha caribenha de Antígua e Barbuda estuda a criação de um site em que a população vai poder baixar grátis filmes americanos, sem o pagamento de direitos autorais.
O anúncio será feito amanhã na OMC, onde o país da América Central ganhou uma disputa com os EUA envolvendo a proibição americana de apostas pela internet.
Em troca, os antiguanos ganharam o direito de impor sanções que equivalem a US$ 21 milhões contra os Estados Unidos, inclusive contra propriedade intelectual norte-americana.
Por isso, a autorização para baixar filmes americanos sem pagar é uma das hipóteses que estão sendo estudadas pelo país.
"Os donos de direitos intelectuais nos EUA estão lutando contra a pirataria no mundo. Eles odeiam o roubo dessas propriedades e gastam montantes enormes para impedi-lo", disse Mark Mendel, advogado que representa Antígua e Barbuda no caso.
Ele não disse qual será o caminho adotado nas sanções, mas considera o site para fazer download de filmes e softwares é uma hipótese.
Segundo Mendel, o valor de US$ 21 milhões não é uma barreira para o efeito que as sanções podem provocar.
"Os US$ 21 milhões podem ser obtidos de uma vez só ou em 50 milhões de vezes. O montante não é importante."
O advogado reconheceu que uma das possibilidades é a criação de um site estatal no qual seria cobrado US$ 0,01 por cada download.
Ele disse ainda que o governo dos EUA deveria estar preocupado com essa hipótese, já que poderia abrir a porta para outros países seguirem esse caminho.
"As consequências podem ser enormes. Com Antígua, são US$ 21 milhões, mas talvez com a China sejam US$ 21 bilhões", afirmou.
A OMC concedeu há cinco anos o direito de Antígua retaliar os EUA e anunciou no mês passado que desistiu de esperar por uma proposta americana de acordo.
Um porta-voz do governo americano afirmou que "os EUA estão em constantes discussões com Antígua para encontrar uma solução satisfatória para os dois lados".

    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

    Crianças da escola Sandy Hook voltam às aulas após massacre

    FOLHA DE SÃO PAULO


    EDITH HONAN
    DA REUTERS, NEWTOWN
    Centenas de crianças que escaparam do ataque à escola Sandy Hook em Newtown, Connecticut, no mês passado, voltaram às aulas nesta quinta-feira pela primeira vez desde que um atirador invadiu a escola e matou 20 alunos e seis funcionários.
    Crianças usando pesados casacos de inverno embarcaram em ônibus enfeitados com fitas verde e branco, as cores da escola, para a viagem de 7 km até o novo edifício do colégio.
    A Chalk Hill Middle School, uma escola abandonada na cidade vizinha de Monroe, foi reformada especialmente para os alunos de Newtown.

    Volta as aulas em Sandy Hook

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    Justin Lane/EFE
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    Cartaz de boas vindas aos alunos da escola em Monroe, no primeiro dia de aula após massacre de dezembro que matou 26
    Anca Roberto, 35, colocou a filha de cinco anos de idade, que está no jardim de infância, no ônibus não muito longe da antiga escola Sandy Hook, que continua a ser uma cena do crime crivada de balas e fechada para todos, exceto a polícia.
    Anca disse que tinha ficado nervosa com o retorno à escola até quarta-feira, quando ela e sua filha participaram de um evento aberto no novo local. Sua filha ficou emocionada ao encontrar o seu material intacto, que foi trazido da antiga escola, e "gritou" quando viu seus amigos.
    Os estudantes "se abraçaram e brincaram e eram apenas crianças", disse a mãe. "Os professores foram simplesmente incríveis."
    Com a segurança em primeiro lugar nas mentes dos pais e das autoridades após o segundo tiroteio com o maior número de vítimas na história dos EUA, a escola foi equipada com um novo sistema de segurança. Oficiais do Departamento de Polícia de Monroe patrulhavam as propriedades, e todas as portas externas e calçadas estão sob vigilância.
    Conforme retornam às aulas na quinta-feira, os alunos encontrarão todos os seus pertences familiares da escola Sandy Hook, incluindo mesas que foram deixadas para trás há três semanas, quando Adam Lanza invadiu a escola atirando.

    Documentário liga obesidade de negros americanos ao vício em 'soul food'

    FOLHA DE SÃO PAULO
    Reprodução
    Em um estacionamento de estádio em Jackson, Mississippi, americano faz churrasco de costela para os torcedores
    Em um estacionamento de estádio em Jackson, Mississippi, americano faz churrasco de costela para os torcedores
    DA REUTERS
    Para o cineasta Byron Hurt, o vício em "soul food", a culinária gordurosa típica dos sul dos EUA, está matando os negros americanos.
    Hurt, 42, chegou a essa conclusão após entrevistar historiadores, cozinheiros, médicos, ativistas e consumidores para o documentário "Soul Food Junkies", que será exibido na TV americana em janeiro (assista ao trailer em www.pbs.org/independentlens/soul-food-junkies/film.html).
    O filme mostra como a identidade cultural dos negros está ligada aos alimentos calóricos, como frango frito e churrasco de costela.
    O cineasta lembra que, séculos atrás, a dieta calórica permitia aos escravos aguentar as horas de trabalho braçal. Nos anos 60, o movimento de direitos civis cunhou o termo "soul food".
    "Há uma ligação emocional e um orgulho no que é visto como a comida que permitiu a sobrevivência em tempos difíceis", diz o diretor.
    O problema é que esse regime está prejudicando a saúde dos negros americanos, que têm taxas maiores de obesidade e diabetes do que os brancos no país e têm o dobro do risco de morrer de derrame até os 75 anos do que outros grupos populacionais, segundo os CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA).
    A pobreza e a ausência de supermercados com boa oferta de alimentos também contribui para o problema, diz Hurt. "Comunidades de negros pobres têm menos acesso a verduras e mais oferta de fast food e comida calórica."

    sábado, 29 de dezembro de 2012

    Ingleses listam bobagens científicas ditas por famosos

    FOLHA DE SÃO PAULO

    FOCO
    Evan Agostini/Associated Press
    A atriz January Jones, que disse tomar pílulas de placenta
    A atriz January Jones, que disse tomar pílulas de placenta
    DA REUTERSO jurado de programas musicais Simon Cowell carrega cápsulas de oxigênio; a atriz americana January Jones, da série "Mad Men", prefere pílulas de placenta seca para se embelezar, e a estrela britânica Patsy Palmer esfrega grãos de café em sua pele.
    Celebridades não costumam ter pudores em propagar ideias erradas sobre ciência e saúde, e 2012 não foi uma exceção.
    Em sua lista anual dos piores abusos contra a ciência, a organização inglesa Sense About Science também lembrou o ex-candidato à presidência dos EUA Mitt Romney por fazer declarações absurdas sobre janelas de aviões e o nadador campeão olímpico Michael Phelps, que divulgou justificativas falsas para urinar na piscina.
    A organização, que se dedica a ajudar as pessoas a compreender melhor a ciência, convidou cientistas renomados para responder às opiniões e declarações pseudo-científicas feitas por famosos.
    Mitt Romney, que em setembro perguntou por que simplesmente não se abrem as janelas de um avião quando há um incêndio a bordo, teve sua dúvida respondida pelo engenheiro aeronáutico Jakob Whitfield.
    "Infelizmente, Mitt, abrir uma janela em grande altitude não é uma boa ideia. De fato, se você conseguir abrir uma janela durante o voo, o ar sairá de dentro do avião, mais pressurizado, para fora, onde há menos pressão atmosférica."
    A atriz January Jones admitiu em março que tomou pílulas de placenta seca após ter seu filho. A especialista em dieta do Hospital St. George, em Londres, Catherine Collins, responde:
    "Nutricionalmente, não há nenhum ganho em comer placenta, seja ela crua, cozida ou seca. Fora o ferro, que pode ser obtido facilmente de outras dietas, a placenta pode conter toxinas e outras substâncias desagradáveis que ficam retidas nela para não atingir o bebê."
    A afirmação de Michael Phelps de que não há problema em urinar dentro de uma piscina pois "o cloro mata" foi rebatida pelo bioquímico Stuart Jones, que lembra que "em primeiro lugar, a urina é essencialmente estéril, portanto, não há nada ali para ser morto".
    Gary Moss, cientista farmacêutico, assinala que enquanto a cafeína pode ter efeitos contra a celulite, é improvável que esfregar café na pele funcione, já que a substância não consegue sair do grãos e penetrar na pele.
    Ao hábito de Cowell, a médica Kay Mitchell responde que níveis altos de oxigênio, na verdade, podem ser tóxicos, principalmente nos pulmões, onde o nível já é alto.
    "As afirmações implausíveis e perigosas das celebridades sobre como evitar o câncer, melhorar a pele ou perder peso estão se tornando cada vez mais ridículas. E infelizmente elas têm mais penetração no público que pesquisas sérias e evidências científicas", disse Tracey Brown, diretor da ONG.