terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Melhor do dia



folha de são paulo
Nelly Furtado canta faixa de disco novo hoje em episódio de "90210"
Sony Spin, 21h, 14 anos. A cantora Nelly Furtado apresenta a faixa "Parking Lot", de seu disco "The Spirit Indestructible" -lançado em setembro deste ano-, no episódio "Hate 2 Love", da quinta temporada da série "90210".
No episódio, enquanto Dixon (Tristan Wilds) continua a se recuperar do acidente que sofreu no fim da quarta temporada, Adrianna (Jessica Lowndes) conta a Annie (Shenae Grimes) que a relação com ele não vai bem.
Neste ano, a série contou também com as participações da cantora Carly Rae Jepsen -do hit "Call Me Maybe"- e do nadador Ryan Lochte -vencedor de cinco medalhas na Olimpíada de Londres, realizada neste ano.
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'Globo News Saúde' fala de medicina chinesa
Globo News, 21h30, livre. Os repórteres do programa jornalístico vão a Pequim para visitar centros de técnicas tradicionais da medicina chinesa, entre elas a acupuntura e a fitoterapia.
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Léo vira celebridade em série 'Louco por Elas'
Globo, 23h05, classificação não informada. No episódio de hoje de "Louco por Elas", Léo (Eduardo Moscovis) esbarra em uma famosa, interpretada por Michele Batista, e vai parar nas capas de revistas.

    CRÍTICA
    Mão de Buñuel e Hitchcock é sentida em 'A Pele que Habito'
    INÁCIO ARAUJOCRÍTICO DA FOLHAExiste uma proposição radical já no título "A Pele que Habito" (Max, 23h50, 16 anos): ela é uma habitação, algo que se ocupa. Como se o ser escapasse dela, ou como se sua natureza fosse mesmo transitória, mutante. Assim são as coisas nesse magnífico filme de Almodóvar.
    Lá está o doutor Ledgard, que já pelo nome vemos que só pode ser um maluco. Ele tratará de reconstituir a pele (e o corpo) de sua finada mulher no sujeito que estuprou e matou sua filha.
    O que vem a seguir (e antes também) é de um rocambolesco melodramático em que parece sentir-se a mão de um Buñuel, de um Hitchcock. Mas estamos na Espanha moderna, ao mesmo tempo trágica e clean, barroca e transgressora. É dessa que dá conta a obra de Almodóvar

      Mônica Bergamo


      MÔNICA BERGAMO
      AFLIÇÃO DE NATAL
      Réus do mensalão -entre eles, José Dirceu -trabalhavam até ontem com a possibilidade de serem presos antes do Natal. O pedido de detenção imediata dos réus foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
      PALAVRA FINAL
      A decisão poderia ser tomada de forma monocrática, pelo ministro Joaquim Barbosa, ou levada por ele para ser discutida no colegiado, o que era considerado o mais provável.
      PALAVRA FINAL 2
      A questão, polêmica, dividia ministros até na previsão do resultado. Dois magistrados ouvidos pela coluna acreditavam que a prisão ocorreria. Um outro, da corrente que foi mais rigorosa no julgamento, achava que nem sequer haveria encaminhamento nesse sentido.
      MUITA CALMA
      A festa deve ser mais comedida neste Natal: 55% dos consumidores ouvidos em pesquisa encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) ao Ibope disseram que só vão comprar presentes que puderem pagar à vista. E 54% afirmaram que vão usar o dinheiro extra do fim do ano para engordar a poupança ou pagar dívidas. Foram entrevistadas 2.002 pessoas nas 27 unidades da Federação.
      O BÁSICO
      A pesquisa revela também que 33% dos consumidores elevaram os gastos com saúde nos últimos três anos e 24% gastaram mais com educação no período.
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      Só 18% aumentaram despesas com hobbies e 11%, com lazer.
      SE ELA DANÇA
      Duas das principais companhias de dança do mundo desembarcam no Brasil em 2013, pela primeira vez: a nova-iorquina Shen Wei Dance Arts e a britânica Hofesh Scheter. Os espetáculos farão parte do Festival O Boticário na Dança, que acontece em São Paulo e também no Rio de Janeiro.
      VIVA NIEMEYER
      A fachada da Escola da Cidade, no centro de São Paulo, foi coberta por um pano preto com a frase "Obrigado, Oscar". Uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu na semana passada. A faculdade de arquitetura fica próxima a uma das obras mais famosas de Niemeyer na cidade, o edifício Copan.
      MONSTROS S.A
      A sessão do musical "Família Addams" da última sexta não contou com suas duas estrelas. Nem Marisa Orth nem Daniel Boaventura participaram e foram substituídos. A produtora Time For Fun diz que "assim como acontece na Broadway [em Nova York], os atores não apresentam todas as sessões". E que é muito raro os dois principais não poderem comparecer no mesmo dia. Diz também que "a informação de que eles não se apresentariam estava no site do musical e na bilheteria".
      OBRA ABERTA
      João Emanuel Carneiro volta a morar em seu antigo apartamento, em Ipanema. O autor de "Avenida Brasil" tinha se instalado no edifício Chopin, em Copacabana, para fugir do barulho da obra de um vizinho. E aproveitou para fazer também uma reforma em sua própria casa, onde passará o Réveillon. "Será uma festa íntima, para poucos amigos."
      BABY NO PÓDIO
      Maior medalhista paraolímpico brasileiro, o nadador Daniel Dias, 24, acaba de voltar da lua de mel de 12 dias. Ele visitou Paris e Roma. Diante da curiosidade sobre os planos do casal de ter filhos, o atleta brinca com a mulher, Raquel, e diz que só depende dela. "Quem sabe em 2016 vou ter o meu pequeno troféu torcendo por mim na Paraolimpíada do Rio de Janeiro."
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      Greg Salibian/Folhapress
      A cauda do vestido, assinado por Martha Medeiros, que levou um ano e meio para ser feito por 30 rendeiras
      A cauda do vestido, assinado por Martha Medeiros, que levou um ano e meio para ser feito por 30 rendeiras
      CHUVA DE ARROZ
      O casamento de Pilar Guillon e Luis Fernando Liotti foi um dos mais concorridos do ano; empresários como José Ermírio de Moraes Neto, do grupo Votorantim, e Rosana Camargo de Arruda Botelho, herdeira da Camargo Corrêa, circulavam entre ministros do STF como Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski e ex-ministros como Nelson Jobim, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie. Convidado, José Dirceu foi representado pela mulher, Evanise Santos. Depois da cerimônia no Mosteiro de São Bento, os pais da noiva, Celita Procópio e Antonio Bias Guillon, receberam na Estação Julio Prestes, onde estiveram as estilistas Glória Coelho e Fernanda Kujawski e a empresária Duda Derani.
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      CURTO-CIRCUITO
      O show de Gilberto Gil e Stevie Wonder no dia 23, no Rio, será no Imperator - Centro Cultural João Nogueira, no Méier.
      Carla Pernambuco e Carolina Brandão autografam hoje, às 19h, o livro "Las Chicas", na Livraria da Vila do Pátio Higienópolis.
      Marcio Atalla fala hoje, às 19h, no Ponto de Vista JK, no JK Iguatemi.
      O Bacarelli fará 60 apresentações neste mês no Estado de São Paulo.
      Acaba nesta semana a última etapa do concurso da magistratura paulista.
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      Apologia da flexibilidade - João Pereira Coutinho


      Apologia da flexibilidade
      "Sanidade" pressupõe equilíbrio entre a rigidez dos nossos princípios e o caos da vida como ela é
      É SEM dúvidas uma lamentável tragédia: Jacintha Saldanha era enfermeira em um hospital de Londres. Recebeu uma ligação de dois radialistas australianos que se fizeram passar pela rainha Elizabeth 2ª e seu filho, o príncipe Charles.
      A intenção dos radialistas era obter informações sobre a gravidez de Kate Middleton. Jacintha acreditou na pegadinha, passou a ligação a uma colega do hospital. Que revelou o estado de saúde da duquesa com pormenores.
      Ninguém sabe o que se passou nas horas seguintes. Exceto que Jacintha Saldanha lidou mal com a brincadeira e apareceu morta. A polícia suspeita de suicídio.
      Existem duas formas de olhar para o caso. A primeira é seguir o coro dos indignados, denunciar a cultura pop pela sua vulgaridade mendaz e até pedir a cabeça dos dois radialistas.
      Mas existe uma segunda forma de olhar para o mesmo caso. De preferência, lendo um pequeno grande livro que até a circunspecta revista "The Economist" elegeu como um dos melhores do ano.
      Foi escrito pela psicanalista Philippa Perry e o título diz tudo: "How to Stay Sane" (como se manter são, Macmillan, 160 págs.).
      Primeiras conclusões: a "sanidade" não pode ser confundida com noções pedestres de "felicidade individual", vendidas por analfabetos infelizes em manuais de autoajuda.
      Muito menos se confunde com variações mais modestas de "normalidade": a pretensão de definir o que é a "normalidade" não passa de um sintoma de anormalidade.
      Para Philippa Perry, que escreve o ensaio com um pé na neurologia, outro na psicanálise, sem esquecer os ensinamentos imperecíveis dos Clássicos, "sanidade" pressupõe equilíbrio entre a rigidez dos nossos princípios e o caos da vida como ela é.
      Ou, em linguagem platônica, "sanidade" é saber usar a razão para que nenhum dos dois cavalos que puxam a quadriga da alma -o cavalo do Espírito e o cavalo do Apetite- possam tomar, por si só, as rédeas da marcha.
      Claro que os genes e a constituição orgânica do indivíduo têm uma importância decisiva nesse grau de sanidade.
      A esse respeito, relembro um texto lido há uns anos, num tratado sobre a história da loucura, e escrito por um médico do hospício inglês de Bedlam em 1816 que nunca mais esqueci. Cito de cor: os pensamentos desarranjados, escrevia o doutor William Lawrence, têm a mesma relação para o cérebro que os vômitos para o estômago, a asma para os pulmões e qualquer outra maleita para o seu órgão correspondente.
      Quando li essa passagem, sublinhei-a com um ponto de exclamação. Ou talvez com um ponto de lamentação: quantas vidas não teriam sido poupadas à culpabilização, à vergonha e ao sofrimento se as neurociências, pateticamente entretidas a aplicar "mitos gregos às partes íntimas" (obrigado, Nabokov), tivessem olhado mais cedo para o seu órgão correspondente?
      Divago. Ou talvez não: porque se os genes têm importância para certas maleitas, não terão para todas.
      E, por vezes, somos nós, seres racionais, que devemos procurar a palavra mais importante na gramática da sanidade. "Flexibilidade", escreve Philippa Perry.
      Que o mesmo é dizer: olhar para os nossos princípios com uma boa dose de ceticismo e ironia. Não nos levarmos demasiado a sério. E, sobretudo, não levar a vida -frágil, fugaz e nem sempre rósea- demasiado a sério.
      Na triste história de Jacintha Saldanha, é fácil criminalizar os dois radialistas. É fácil criminalizar uma brincadeira. É fácil acreditar que, sem uma pegadinha daquelas, a vida de Jacintha continuaria harmoniosa e feliz.
      Duvido. Muito. E a única coisa que lamento é não ter existido ninguém -um colega de hospital, um amigo, um familiar, até um doente - que não tenha conferido a uma mera brincadeira a sua real dimensão.
      E que, mesmo respeitando os princípios de verdade e honradez que faziam parte do código da enfermeira, não a tenha levado a rir de uma simples pegadinha. Porque nenhuma pegadinha daquelas justifica um suicídio.
      No fundo, talvez seja essa a única moral da história: quando não temos a flexibilidade necessária para nos rirmos da vida, é a morte que acaba por se rir de nós.

      Festa do Livro da USP tem início amanhã


      Tradicional feira, que completa 14 edições, traz títulos com no mínimo 50 % de desconto
      FOLHA DE SÃO PAULOLeitores de São Paulo, e mesmo de outras cidades, estarão em polvorosa nos próximos dias.
      Começa amanhã a 14ª edição da Festa do Livro da USP. O tradicional evento, que une livros de qualidade e preços mais baixos que os cobrados pelas livrarias, acontece até sexta, dia 14.
      Cerca de 150 editoras levarão títulos de seus catálogos para a feira literária. Todos os livros devem ter, no mínimo, 50% de desconto.
      No ano passado, mais de 200 mil exemplares foram vendidos. Os organizadores esperam superar esse número nesta edição.
      "A ideia é que as editoras tragam uma amostra representativa de seu catálogo, inclusive os últimos lançamentos. Não é uma feira de queima de estoque", explica Plínio Martins, diretor-presidente da Edusp, responsável pela organização da festa.
      No site do evento (hwww.edusp.com.br/festadolivro) é possível ver alguns livros que estarão disponíveis.
      A editora Ouro sobre Azul, por exemplo, oferece diversos livros de Antonio Candido pela metade do preço. A nova edição da biografia "O Velho Graça", sobre Graciliano Ramos, sai por R$ 26.
      Livros do crítico teatral Sábato Magaldi e do poeta Octavio Paz custam R$ 6.
      Pela segunda vez, a festa acontece em três prédio da Escola Politécnica da USP. Martins explica que o local oferece mais espaço para acomodar editores e público do que a antiga sede do evento, a faculdade de história.
      Embora ocorra na USP e tenha os livros acadêmicos como um de seus pontos fortes, o evento costuma atrair muitas pessoas de fora do mundo da universidade.
      "Temos percebido que várias cidades vizinhas organizam caravanas para participar da festa", diz Martins.
      "Trata-se de um oportunidade única", completa, "de os leitores formarem um biblioteca de qualidade. Já as editoras podem ter um contato direto com seu público".