terça-feira, 9 de abril de 2013

Helio Schwartsman

folha de são paulo

Esquerda, volver
SÃO PAULO - Dá medo o rumo que está tomando a campanha eleitoral na Venezuela. Nicolás Maduro, sucessor designado por Hugo Chávez, diz estar em contato com o ex-mandatário morto, que lhe apareceu na forma de passarinho, e não hesita em fazer insinuações sobre a orientação sexual de seu adversário. Se este é o socialismo do século 21, quero voltar para o século 18.
Pelo menos em seu surgimento, movimentos de esquerda estavam associados ao projeto iluminista de reformar a sociedade tendo por instrumentos a razão e o conhecimento científico. Embora partidos de esquerda nunca se tenham notabilizado pela união, eles eram mais ou menos unânimes em condenar a superstição, a intolerância e os abusos perpetrados pelo Estado e pelas igrejas.
Mesmo em Marx, a crítica ao capitalismo se subordina à ideia de emancipação humana. É preciso mudar as relações de produção para pôr um fim à alienação do trabalho, que afasta o homem de sua verdadeira natureza ("Gattungswesen"). É nesse contexto libertário que o filósofo afirmou que a religião era o ópio do povo.
Pode-se discutir se o projeto de transformação da sociedade faz sentido e até que ponto a natureza humana é maleável. Descobertas no campo da antropologia e da psicologia nas últimas décadas sugerem que, embora a concepção do homem como uma "tabula rasa", como defendia parte da esquerda, esteja equivocada, há espaço para melhorias.
A melhor prova disso é que, graças a avanços científicos e a abordagens mais racionais para problemas econômicos, políticos e judiciários, a humanidade vive uma era de bonança sem precedentes, na qual muito mais pessoas vivem por mais tempo, com mais saúde e submetidas a menos sofrimentos. Extinguimos até chagas milenares como a escravidão.
O discurso de Maduro, ainda que eleitoreiro, trai o que ainda dá para salvar da esquerda, que é a ideia de que o progresso social é possível.

    Editoriais FolhaSP

    folha de são paulo

    Margaret Thatcher
    A "Dama de Ferro" mudou a face da política com um ideário de crenças liberais que se tornaria lugar-comum dentro e fora do Reino Unido
    Aos dez anos, a menina que viria a ser lady Thatcher -nascida Margaret Hilda Roberts, em 1925, filha de um vendeiro- retrucou ao professor que assinalara sua sorte ao vencer um concurso de poesia: "Eu não tive sorte. Eu mereci".
    O episódio resume a crença no trabalho duro, na responsabilidade e na liberdade individuais que faria dela o primeiro governante do sexo feminino no Reino Unido e a mulher mais influente do século 20 -morta ontem aos 87 anos.
    Poucas pessoas terão feito tanto para propagar, na década de 1980, esse núcleo duro de ideias liberais. O presidente americano Ronald Reagan (1911-2004), talvez, mas com menos brilho.
    Thatcher foi dessas figuras políticas raras que encarnam até a medula uma ideologia. Determinada até o ponto da obstinação, venceu num dos mais improváveis ambientes para uma mulher: o clube fechado do partido conservador britânico, os "tories". Conquistou a liderança da agremiação em 1975. Ficou 11 anos no poder e se tornou o premiê mais longevo de seu país desde o século 19.
    Com a economia britânica em frangalhos -inflação e desemprego nas alturas- após um desastroso governo trabalhista, Thatcher levou os conservadores à vitória em 1979 com uma plataforma radical: venda de empresas nacionalizadas (a palavra "privatização" só entrou em voga com seu governo), cortes drásticos de despesas estatais, controle rígido da inflação.
    Um ano e meio depois, havia mais falências e desempregados do que antes de sua chegada ao nº 10 de Downing Street. Com a frieza que adversários preferiam qualificar como insensibilidade, Thatcher manteve o curso, à revelia dos centristas no próprio partido.
    Logo a inflação passou a dar sinais de que cederia. Com as receitas crescentes do petróleo do mar do Norte, a economia entrou num ciclo virtuoso de crescimento.
    Após derrotar a Argentina nas Malvinas/Falklands em 1982, vencer nova eleição em 1983 e pôr de joelhos os sindicatos de mineiros em 1984/85, após 51 semanas de greve, Thatcher parecia invencível. A "Dama de Ferro" dobrou as apostas com um imposto regressivo e impopular, a ser cobrado de todo eleitor, independentemente de propriedade ou renda.
    Cada um deveria pagar pelos serviços que recebia, argumentava. Mas foi ela quem pagou pelo erro político: diante da revolta nacional contra a "poll tax", os tories a derrubaram da liderança do partido e Thatcher deixou o nº 10 em 1990, humilhada. Um ano após a queda do Muro de Berlim, que ela ajudou a derrubar ao incentivar ainda em 1984 um jovem líder soviético, Mikhail Gorbatchov, e um ano antes da derrocada final da URSS.
    Seu ideário, contudo, já fincara raízes, não raro pelas mãos de sociais-democratas. Mesmo o trabalhismo britânico voltaria ao governo, em 1997, com Tony Blair e seu "New Labour" pró-empresa e desregulamentador -cerne de um "capitalismo popular" em que a própria Thatcher não veria defeito.

      EDITORIAIS
      editoriais@uol.com.br
      De gritaria em gritaria
      Não há dúvida de que a Câmara dos Deputados errou ao colocar o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM).
      Não é que o parlamentar careça de legitimidade. Ele foi eleito democraticamente e parece representar bem o eleitorado que o escolheu. O problema é que presidentes de comissão simbolizam não um grupo específico de eleitores, mas o próprio Parlamento. E, felizmente, a maioria do Congresso ainda parece rejeitar as ideias mais controversas do pastor.
      Cabem reparos, porém, à forma como as pessoas que se manifestam contra a presença de Feliciano à frente da CDHM vêm conduzindo os protestos. São legítimos, como as opiniões de Feliciano, ainda que por vezes incivis. Para começar, elas erram ao despejar toda a carga sobre a pessoa do deputado.
      Feliciano ali chegou devido a um erro coletivo de partidos e deputados. Por uma série de motivos que não cabe aqui analisar, eles se escusaram à tarefa de fazer uma escolha judiciosa. Vale observar que a mesma crítica se aplica aos deputados condenados pelo Supremo Tribunal Federal, no caso do mensalão, que foram galgados a outras comissões.
      Também fica a sensação de que o caso só assumiu as dimensões que tomou porque se tornou um capítulo ruidoso das guerras culturais que opõem os autointitulados progressistas a religiosos. Num certo sentido, essas batalhas existem na sociedade e, por isso, é natural que se reflitam no Parlamento.
      É preciso, porém, evitar que degenerem em gritaria -disputa pueril em que cada um dos lados se limita a achincalhar o outro, até o ponto de tornar insuperáveis barreiras já existentes na sociedade e representadas no Legislativo. Seria a negação da política como espaço de solução de conflitos.
      A concepção religiosa e conservadora cresce e aparece no país. Melhor reconhecer que ela existe e deve ter seu espaço.
      Cabe às forças ditas progressistas, sem tentar impor seus valores a quem deles não comungue, cuidar para que as instituições e leis sejam tão republicanas quanto possível. Agir de outra forma é valer-se da mesma intolerância que, com razão, condenam no adversário.

        Escritor em cena [Mario Vargas Llosa] - Cassiano Elek

        folha de são paulo

        Em entrevista à Folha, o autor (e ator) Mario Vargas Llosa adianta temas de palestra no Fronteiras do Pensamento e fala sobre séries de TV, Faulkner e aposentadoria
        CASSIANO ELEK MACHADODE SÃO PAULO
        Entre os Mario Vargas Llosa que vivem em Mario Vargas Llosa há os mundialmente conhecidos, como o intelectual e escritor que, três dezembros atrás, deu um vigoroso aperto de mão no rei da Suécia e recebeu dele a medalha de Nobel de Literatura.
        E há os quase obscuros, como o Vargas Llosa que, de tempos em tempos, é ator teatral. Nos últimos anos, andou encarnando, por exemplo, o rei persa Shariar, de "As Mil e Uma Noites", em palcos de México e Espanha.
        Não é de estranhar, pois, que o mais completo de todos os Mario Vargas Llosa seja o conferencista, como poderá testemunhar na semana que vem a plateia do teatro Geo, no Instituto Tomie Ohatke.
        O escritor, ensaísta, "ator" e palestrante peruano de 77 anos virá a São Paulo para a conferência de abertura da edição 2013 do ciclo Fronteiras do Pensamento.
        "Farei uma defesa rigorosa da importância da cultura e a crítica da busca desenfreada pelo entretenimento light", adianta Vargas Llosa, com seu vozeirão de rei persa, em entrevista à Folha.
        A base da palestra do Nobel será um breve livro de ensaios que ele publicou no ano passado em espanhol e que a editora Alfaguara lançará no Brasil em setembro: "A Civilização do Espetáculo".
        PALHAÇADAS
        Tanto neste livro como em artigos anteriores, compilados no volume "A Linguagem da Paixão" (esgotado no Brasil), Vargas Llosa atira flechas contra os mesmos alvos: programas de TV como Big Brother, a "paixão pela fofoca", a desvalorização da grande cultura ocidental e "as palhaçadas das artes contemporâneas".
        Foi por elas, as artes plásticas, que don Mario puxou o fio da meada.
        "Há uns 12 anos eu fui visitar a Bienal de Veneza. Nesse templo mundial da cultura, me dei conta de que não gostaria de ter uma só daquelas obras em casa", diz o escritor, que tem em seu apartamento em Madrid trabalhos de importantes modernistas, como os alemães Max Ernst e George Grosz.
        "Tive a percepção de que nenhuma peça daquela imensa exposição italiana sobraria para contar a história e fiquei muito aflito com isso."
        Outras aflições vieram a se somar a essa. "Eu me dei conta então de como os grandes escritores que me formaram tinham ido parar nas catacumbas e que quase tudo o que antes era considerado cultura virava entretenimento banal", afirma.
        SÉRIES DE TV
        Em meio a essa defesa apaixonada dos clássicos universais, Vargas Llosa deixa escapar que ele é um consumidor voraz de séries de TV.
        "Seriados como 'Homeland' e 'House of Cards' continuam uma tradição muito divertida, que é a do folhetim, como os de Alexandre Dumas", diz o autor, também admirador da série "The Wire".
        "Estes programas não têm pretensões culturais, são uma forma de diversão justificável. Não se parecem em nada com as coisas que faz, por exemplo, Damien Hirst", diz, atacando o artista contemporâneo britânico.
        E qual seria, na visão dele, a mais recente ou "última" grande aventura intelectual do ocidente? A literatura de William Faulkner (1897-1962). "Quanto mais passa o tempo, vejo que a obra de Faulkner é a única de nossa época que é comparável à de Tolstói, Cervantes ou Victor Hugo."
        Vargas Llosa apenas ri quando é questionado sobre como sua obra será lida no futuro. Mas afirma que "um dos poucos livros que podem se salvar" é "Conversa no Catedral", obra que ganhou este mês nova edição brasileira, pela mesma Alfaguara.
        Publicada em 1969, a obra foi, diz ele, recebida inicialmente com a maior de todas as friezas. "Mas foi crescendo e educando leitores. É curioso que, hoje, quando citam meu nome, este é o primeiro livro mencionado."
        Segundo o autor, os temas de "Conversa" (em que, por meio de um retrato da realidade peruana dos anos 1950, traça um panorama político da corrupta e repressiva América Latina) seguem "infelizmente atuais". "Há problemas morais, políticos, sexuais ainda vigentes em muitos países da nossa região."
        O próximo livro do escritor, ainda não concluído, deverá fazer um interessante contraponto a "Conversa".
        Com o título provisório de "O Herói Discreto", o romance tratará da "classe média emergente" que está "mudando a fisionomia da sociedade peruana". "Vivemos na América Latina o progresso real e a ameaça de desafios sérios, como a corrupção", opina o escritor, que foi candidato derrotado à presidência do Peru em 1990.
        Vargas Llosa não recomenda experiências partidárias como estas a seus colegas escritores, mas fica assustado com "a falta completa de interesse dos ficcionistas com o universo da política".
        Para ele, os processos de banalização da cultura e de exaltação do "entretenimento banal" caminham "de mãos dadas" com o desinteresse político. "É extremamente grave que os escritores estejam dando as costas para as problemáticas sociais e políticas. São questões de impacto na vida cotidiana de todos", defende.
        "É muito importante que os artistas e intelectuais participem de alguma maneira, que não pela indiferença e pelo cinismo com o qual lidam com o universo público. É uma maneira de contribuir com um clima de colapso das instituições."
        TEATRO
        Ao passo que termina o romance "O Herói Discreto", Vargas Llosa também está concluindo uma adaptação do clássico "Decamerão" para o teatro, espetáculo no qual vai participar como ator.
        "É uma experiência das mais divertidas a de, tendo passado a vida toda escrevendo ficção, me ver num palco, vivendo um personagem. É aterrador, mas fascinante."
        Três anos mais jovem do que Philip Roth, o grande escritor americano que anunciou recentemente sua aposentadoria, Vargas Llosa toma estas experiências teatrais como prova de sua "vitalidade" e de que não vai parar tão cedo.
        O escritor, que completou neste ano suas bodas de ouro literárias, com os festejos de 50 anos de publicação de seu romance "A Cidade e os Cachorros", afirma que nem considera a hipótese de parar de criar.
        "Não vou sair nunca da literatura. A morte vai me encontrar escrevendo."

        Melhor do dia na TV , Keila Jimenez e Inácio Araujo

        folha de são paulo

        Temporada de humorístico do Multishow tem início em Búzios
        Multishow, 22h30, classificação não informada. No primeiro episódio da nova temporada de "220 Volts", que retrata o lado cômico de situações cotidianas, o humorista Paulo Gustavo mostra o que seus personagens pensam a respeito de Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.
        Se, para muitos, o local é um paraíso, para Dona Hermínia -personagem baseado na mãe de Paulo Gustavo- e a Senhora dos Absurdos -uma mulher rica e politicamente incorreta-, a situação é diferente.
        A primeira se desespera por não encontrar um ovo na cidade. Já a segunda diz que o balneário é sem graça. Música, vícios, manias, superstições e fama estão entre os assuntos abordados na temporada.
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        Programa busca dono para cães abandonados
        NatGeo, 18h, classificação não informada. Em "O Melhor Amigo do Cão", César Millán tenta escolher, após uma série de desafios com três candidatos, quem é o melhor para adotar um cachorro.
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        TC Cult exibe 'A Vida É Bela', vencedor do Oscar
        TC Cult, 19h50, 12 anos. Em "A Vida É Bela", Guido (Roberto Benigni) é levado para um campo de concentração nazista e usa sua imaginação para impedir que seu filho descubra o que está acontecendo.

          TELEVISÃO/OUTRO CANAL
          TVA repassa assinantes para a Sky por meio de acordo inédito
          Você já ouviu dizer que uma operadora de TV paga está repassando clientes para outra? Pois Sky e TVA são protagonistas de acordo inédito.
          A TVA (Vivo TV) está aconselhando alguns de seus assinantes a migrarem para a Sky, que promete dar descontos especiais para eles. Trata-se de cerca de 30 mil assinantes de TVA na Grande São Paulo que perderão o sinal de seu serviço a partir do dia 25 de abril.
          Por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), parte da frequência na região utilizada pelo serviço de MMDS (que transmite o sinal da TV paga em uma faixa de micro-ondas) será utilizada pela nova tecnologia de celulares que chegará neste ano ao país, a rede 4G.
          Com isso, assinantes da TVA (Vivo TV), detentora do serviço de MMDS na Grande São Paulo, perderão o sinal da operadora. O espectro do MMDS é o mesmo da rede 4G.
          A TVA já vem avisando seus clientes da suspensão sinal e oferece serviço de TV paga via satélite aos assinantes até agora atendidos via MMDS. Mas, nos lugares onde há inviabilidade técnica de instalação, atendentes da TVA aconselham os clientes a migrarem para a Sky.
          A TVA diz que a parceria com a Sky não deixará os clientes desassistidos. A Sky não se pronunciou.
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          Tempero A produtora brasileira Grifa Filmes, a francesa FL Concepts e o canal francês Arte fecharam uma grande parceira de coprodução de uma série sobre a culinária e a cultura brasileira.
          Tempero 2 A atração, com 20 episódios, trará a chefe de cozinha Bel Coelho viajando pelo Brasil e mostrando a cultura e o povo por meio dos sabores da cozinha nacional. França e Alemanha exibirão o programa em 2014.
          Piada Estreia na quinta-feira, no Multishow, a nova temporada de "Papo de Mallandro", "talk-show" de Sérgio Mallandro.
          Circo Gugu voltou a incomodar a Globo em audiência levando novamente o anão Marquinhos a seu programa na Record, anteontem.
          Circo 2 O "Programa do Gugu" registrou dez pontos e ficou em segundo lugar. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande SP. Se Gugu tinha um anão, Faustão (Globo) tinha o "boca de aço", homem que levantava um fogão só com a boca.
          Novo A estreia de Marcelo Adnet na Globo, em "O Dentista Mascarado", registrou 17 pontos de audiência na sexta-feira, dois pontos a mais que a média do canal no horário.
          Real "Amor à Vida", próxima novela das 21h da Globo, terá cena em que uma facção criminosa incendeia um ônibus com passageiros dentro.
          Real 2 A gravação, realizada na zona leste de São Paulo, levou três dias e contou com as participações de Malvino Salvador e Eliane Giardini.

            CRÍTICA
            Caso de racismo no cinema volta à cena em longa exibido hoje
            INÁCIO ARAUJOCRÍTICO DA FOLHA
            Quem foi Veit Harlan? A pergunta tem um sentido literal: pouca gente sabe, hoje, quem foi o realizador do abominável "O Judeu Süss", de 1940, talvez o mais pérfido caso de racismo no cinema em todos os tempos.
            Em "Harlan - À Sombra do Judeu Süss" (Cultura, 0h) a questão volta à cena. Teria sido Harlan um criminoso de guerra ou apenas um instrumento de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler?
            Ainda que inocentado nos tribunais, ainda que se declarasse um não nazista, a nódoa ficou. Eis um passado que condena. Afinal, naquele tempo, na Alemanha, era bem mais fácil ficar com o poder do que assumir o destino do jovem e bem mais simpático alemão de "Cinema, Aspirinas e Urubus" (Canal Brasil, 22h).