sexta-feira, 9 de agosto de 2013

José Simão

folha de são paulo

TAM! Temos Aeroviários a Menos!

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Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! O Sarney com dengue? É O FIM DA PICADA! O Sarney ter dengue é o fim da picada!
E o povo no twitter: "Força, Dengue! Tenha fé que você vai se recuperar". "O mosquito vai ser expulso de casa." "Se ele fosse pro SUS, nem precisaria de mosquito."
Mas não eram os marimbondos que estavam de fogo? Aedes de fogo! Rarará!
E essa piada pronta: "Flu barra Show das Poderosas no Maracanã para evitar as piadas de rivais". Rarará!
E o predestinado do dia: funcionário da TAM em Guarulhos, "Natam"! Já imaginou os colegas chamando: "Natam! Natam!". "Não! Na rua, acabei de ser demitido". Rarará.
TAM quer dizer Temos Aeromoças a Menos. Temos Aeroviários a Menos. A TAM tá de TPM: Temos Pilotos a Menos!
Já imaginou se eles demitem um piloto em pleno voo?
"Senhores passageiros, apertem os cintos, acabo de ser demitido e vou pular de paraquedas pra passar no RH!"
E eu já disse que não tenho medo de andar de avião. Eu tenho medo do preço da passagem! E viajar de avião virou aventura radical.
Uma amiga estava em Nova York, o voo foi cancelado e ela foi transferida para a Lanchile: destino São Paulo, via Santiago com escala em Lima.
E a funcionária ainda perguntou: "Qual o seu destino?". "MEU DESTINO É SOFRER!". Rarará!
E o escândalo do Metrô? O tremsalão ou trilhoduto! Já apareceu até o Serra com aquela cara de piloto de metrô fantasma!
E sabe como os tucanos estão chamando o escândalo do Metrô? "Vazamento sobre atuação anticoncorrencial da Siemens".
Tucanaram o roubo! Rarará!
É mole? É mole mas sobe!
E adorei a Dilma numa entrevista pra rádio de Varginha: "Tenho respeito pelo ET de Varginha". Ueba! Tá puxando saco até de ET?
ET não vota, mas ufólogo vota! Rarará!
Ela não acredita em inflação, mas acredita em ET!
Ou então ela confundiu com a Ideli Salvatti. Que é filha do ET de Varginha com a Mãe do Sarampo! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
José Simão
José Simão começou a cursar direito na USP em 1969, mas logo desistiu. Foi para Londres, onde fez alguns bicos para a BBC. Entrou na Folha em 1987 e mantém uma coluna que considera um telejornal humorístico.

Mônica Bergamo

folha de são paulo

Filho de Renato Russo quer transformar 'Eduardo e Mônica' em minissérie

Mais uma música de Renato Russo será transformada em roteiro. O filho do cantor, Giuliano Manfredini, negocia com emissoras de televisão a produção de uma minissérie inspirada em "Eduardo e Mônica", uma das canções mais populares do ex-líder da banda Legião Urbana.
CONHAQUE
A história terá que contar com atores que possam interpretar o célebre "casal" em várias idades: desde que se conheceram, ele no colegial, ela na faculdade de medicina, até o momento em que, já casados, o "filhinho do Eduardo" fica de recuperação. Uma das ideias é convidar a atriz Débora Nascimento para o papel de Mônica.
VIOLÃO
E a história do grupo Mamonas Assassinas vai virar musical. A produtora Miniatura9, que participou do espetáculo "Tim Maia - Vale Tudo, o Musical", conseguiu aprovação para captar
R$ 4,2 milhões pela Lei Rouanet para realizar, em 2014, 72 apresentações em SP e Rio.
MUDEI
André Nicolau/Divulgação
A atriz Sthefany Brito, ex-mulher de Pato, não largaria de novo a profissão por um amor: "Não me sentiria completa sem meu trabalho", diz à revista "Status".
ESCOLA
A presidente Dilma Rousseff desembarcará em SP no dia 22 para anunciar, ao lado do prefeito Fernando Haddad, mais um pacote de "bondades": um Pronatec, programa de qualificação profissional, para moradores de rua.
PROCURA-SE O POVO
E Dilma, que disse a um interlocutor há alguns dias que "agora é povo, é rua", num sinal de que intensificará esse tipo de agenda, vai concentrar esforços em Minas.
*
Lá, ela aparece atrás do ex-governador Aécio Neves nas pesquisas --o que não ocorria tempos atrás.
NINHO
A notícia de que José Serra (PSDB-SP) comunicou ao Ibope que é pré-candidato a presidente, pedindo a inclusão de seu nome nas pesquisas, foi interpretada no PSDB como de alto potencial constrangedor para Aécio Neves --o senador tenta se consolidar como o nome de consenso para a disputa no partido.
NA LARGADA
A expectativa é que Serra apareça em vantagem em relação a Aécio nas sondagens. A lembrança de seu nome é mais forte, já que ele disputou duas eleições presidenciais, em 2002 e 2010. E tem também penetração maior em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
RINDO À TOA
O lançamento do livro "Porta dos Fundos", do coletivo homônimo, reuniu quarta-feira (7) na Livraria Cultura do Conjunto Nacional os atores Leticia Lima, Gregorio Duvivier e João Vicente de Castro, que foi com a namorada, a apresentadora Sabrina Sato.

Coletivo Porta dos Fundos lança livro

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Zanone Fraissat/Folhapress
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A atriz Leticia Lima, integrante do coletivo Porta dos Fundos, foi ao lançamento do livro do grupo na Livraria Cultura do Conjunto Nacional
DEFESA DE CLASSE
O massacre do Carandiru entra em pauta na próxima assembleia da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de SP, na quarta. Os membros vão decidir se autorizam a entidade a doar R$ 300 mil para pagar parte dos gastos com advogados de defesa dos policiais que estão sendo julgados. O valor equivale a 30% dos honorários.
O PAPA É POP
O livro "Segredos do Conclave", de Gerson Camarotti, com bastidores da escolha do papa Francisco, terá uma segunda edição, atualizada. A Geração Editorial decidiu incluir nela a íntegra da entrevista exclusiva que o autor fez com o santo padre, exibida no "Fantástico", da TV Globo. A primeira edição, de 5.000 exemplares, está esgotada. A obra já entrou na lista dos cinco livros mais vendidos da Livraria da Folha.
ILHA DO MEDO
Um ex-detento da prisão de Guantánamo, em Cuba, narra torturas sofridas no local, na nova edição da revista da Apadep (Associação Paulista de Defensores Públicos). "Não é possível compensar [dois] anos de abusos na prisão e separação da esposa e filhos", diz o britânico Moazzam Begg, que cobra o fechamento da base americana. Ele afirma nunca ter sido acusado de crime ou julgado. A entrevista foi negociada por dois meses.
CURTO-CIRCUITO
A festa de três anos da Ultralions, do Lions NightClub, é nesta sexta (9), à 0h. 18 anos.
Negra Li se apresenta no Tom Jazz, sexta (9) e sábado (10), às 22h. 14 anos.
Leonardo Tristão, diretor do Facebook no Brasil, faz palestra nesta sexta (9) no WTC Business Club.
Daniela Arbex autografa "Holocausto Brasileiro", nesta sexta (9), às 19h, na Livraria Cultura, na av. Paulista.
A festa Black Party, de André Almada, estreia nesta sexta (9), às 23h, no Grand Metropole, na República. 18 anos.
Mônica Bergamo
Mônica Bergamo, jornalista, assina coluna diária publicada na página 2 da versão impressa de "Ilustrada". Traz informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999.

Mostra 'Fin La! La! La!' debate colapso social e sanidade

folha de são paulo
GUSTAVO FIORATTI
DE SÃO PAULO
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Cinco artistas que trabalharam na Finlândia exibem, a partir desta sexta-feira (9), em São Paulo, uma programação que se aproxima do gênero documental e que inclui mostras de vídeos, performances, workshops e debates.
Criados sob o título "Fin La! La! La!" esses trabalhos se desenvolvem em torno de questões como o pós-industrialismo, a pena de morte e insanidade e podem ser conferidos no Sesc Pinheiros e no Museu de Arte Moderna (a partir do dia 13).
Entre os integrantes do grupo estão os brasileiros Elisa Band e Cássio Santiago, que são artistas e pesquisadores de performance. À dupla juntam-se os finlandeses Tero Nauha e Juha Valkeapää e a polonesa residente na Finlândia Karolina Kucia.
Divulgação
"Parasitic", performance de Karolina Kucia, na programação do festival 'Fin La! La! La!'
"Parasitic", performance de Karolina Kucia, na programação do festival 'Fin La! La! La!'
PENA DE MORTE
O programa começa no Sesc Pinheiros, às 16h30, com a performance "Executed Stories", de Valkeapää, que se desdobra a partir de uma palestra sobre a pena de morte. A pesquisa resgata histórias de executores de várias nacionalidades, como o americano Robert G. Elliott.
Durante a performance, fala-se também de homens e mulheres executados, entre eles Anne Frank, judia alemã que morreu aos 15 anos em um campo de concentração. O trabalho será reexibido no sábado (10), às 19h30.
Às 19h também de hoje (com reapresentação no domingo, às 16h), Tero Nauha apresenta "Life in Bytom", a partir de entrevistas, registros de imagens e vivência em Bytom, cidade com vocação para a mineração na Polônia.
A programação no MAM inclui a mostra de videoarte, com exibições em horários determinados (veja no site finlalala.tumblr.com ).
FIN LA! LA! LA!
QUANDO Desta sexta (9) ao dia 18 (no Sesc Pinheiros) e de 13 a 15 (no MAM)
ONDE Sesc Pinheiros (r. Paes Leme, 195, tel. 0/xx/11/3095-9400); MAM (parque Ibirapuera, av. Pedro Alvares Cabral, s/nº, portão 3, tel. 0/xx/11/5085-1300
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO veja em finlalala.tumblr.com

Fernanda Torres

folha de são paulo
Pecado mortal
O revelador encontro que Sérgio Cabral travou com o papa daria uma pantomima medieval
Voltei de viagem. Como é bom voltar de viagem.
Trocaram as maçanetas da casa na minha ausência. As antigas rangiam, saíam na mão, pulavam longe, ejetadas num simples abrir de porta. Com essas, passeio pelos cômodos, entro e saio só para testar o engenho. A humanidade caminhou muito, basta comparar as maçanetas de hoje com as de outrora.
Três milhões de peregrinos lotavam a praia da Copacabana para ver o Santo Padre e eu agradecida às maçanetas. Deus perdoa. É a carne.
No estrangeiro, ouvi relatos sobre as barricadas do Leblon. Terminei de ler "Os Miseráveis" pouco antes de embarcar, a palavra barricada me remeteu ao pivete Gavroche, a Marius e Javert; mas eu desconhecia o rosto dos incendiários do Leblon.
Cabral abusou do direito de ir e vir de helicóptero, da intimidade com o setor privado, houve descontrole da polícia nos enfrentamentos com os manifestantes, além de acasos e tragédias que levaram à vigília eterna de sua residência. Como se não bastasse, o desaparecimento do pedreiro Amarildo veio agravar o quadro de rejeição.
Mas foi sob o comando de Cabral que José Mariano Beltrame implantou uma estratégia de reocupação de vastas áreas dominadas pelo tráfico no Rio de Janeiro. Algo impensável, desde os tempos de Brizola. A atitude lhe valeu uma reeleição folgada.
A assumida arrogância pela esmagadora vitória, somada aos desvios já citados, contribuiu para o caos armado do Leblon. Mas surpreende que "Fora Cabral" vire jargão nas reivindicações da capital paulista.
Há décadas, a riqueza exponencial tornou São Paulo indiferente às mazelas políticas da Guanabara. E elas não foram poucas. Jamais presenciei um "Fora Garotinho", "Rosinha" ou "Brizola" no planalto paulista. O que acontece na Bahia, em Pernambuco, Minas e Goiás tem mais relevância para São Paulo do que as agruras da faixa de Gaza do vizinho.
De repente, "Fora Cabral" vira slogan na garoa. Quem carrega o andor? É impressão minha ou houve uma mudança radical no perfil das manifestações?
As novas mídias viabilizaram a insurreição súbita das massas. Agora, a política ajusta os métodos, criando partidos de Anonymous a serviço, precisa saber de quem. Está difícil distinguir o que é espontâneo do que é orquestrado.
Na primeira vez que vi na televisão o nome de Sérgio Cabral surgir ao lado do de Geraldo Alckmin, esperei pelo esquadrão anti-Haddad, mas ele não apareceu. Estranhei. Ninguém vai pedir o pescoço do prefeito?
Ainda presa ao apartidarismo das passeatas de julho, achei que o repúdio amplo, geral e irrestrito continuaria vigorando. No lugar de Renan Calheiros, um senador da República nacionalmente chamuscado, reluzia, agora, o nome de Sérgio Cabral. E Haddad, que, se não me engano, figurou nas primeiras revoltas, estava com a cabeça a salvo.
Quem afia a guilhotina?
Sérgio Cabral foi o melhor governador que o Rio elegeu em décadas --o que não é muito, quando se pensa nos anteriores, mas foi um avanço. Hoje, um ano antes de encerrar o segundo mandato, enfrenta a danação bíblica pela soberba e a usura.
O revelador encontro que travou com o papa daria uma pantomima medieval. A Virtude e o Poder, algo assim.
O voto de simplicidade de Francisco se opõe à idolatria do dinheiro, pregada nos quatro cantos do planeta, inclusive no Vaticano. Há santos na Cúria, afirma o papa, e prova que há, sendo.
Francisco foi eleito em meio a tormentas internas e externas da igreja, em uma Europa em recessão desde 2008. Como poucos, soube, através de ações práticas, traçar uma conduta moral para os que detêm o poder em tempos de crise.
Aqui, e especialmente na Guanabara, vivia-se a euforia da promessa do capital. Trocávamos as maçanetas, os carros, as geladeiras, construíamos estádios. A percepção do retrocesso econômico aconteceu antes do previsto na população e flagrou os governantes ajoelhados aos pés do bezerro de ouro.
Cabral é a Cúria que Francisco pretende reformar. Mesmo ungido, o governador deverá arder nesse inferno por, pelo menos, mais um ano, ou até que outro venha assumir o papel de Judas. Enquanto isso, Garotinho sobe nas pesquisas de intenção de voto.
A política é um pecado mortal.