sexta-feira, 17 de maio de 2013

Cruz Vermelha reabre museu e faz mea-culpa por Holocausto

folha de são paulo

PAULO WERNECK
ENVIADO ESPECIAL A GENEBRA

Começa hoje e vai até domingo a reinauguração do Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, como a organização humanitária fundada em 1863 é conhecida no mundo islâmico.
O projeto, que renova inteiramente o antigo museu, dos anos 1980, foi concebido por três arquitetos: o gaúcho Gringo Cardia, o japonês Shigeru Ban e Diébédo Francis Kéré, de Burkina Fasso.
Um escritório suíço cuidou da harmonização entre os espaços, que seguem a tendência cenográfica de museus como o da Língua Portuguesa (SP) ou o Memorial Minas Vale (MG), projetado por Cardia.
Sob o título "A Aventura Humanitária", cada arquiteto foi encarregado de um tema --"Defendendo a dignidade humana" (Cardia), "Restaurando os vínculos familiares" (Kéré) e "Reduzindo os riscos naturais" (Ban).
Em vez de um museu tradicional, com acervo histórico, longos textos e documentos, a opção foi por falar diretamente à sensibilidade do espectador, com recursos como luz, imagens, objetos etc.
O ponto de vista é sempre o da população atingida, sem bandeiras como democracia, Estado laico ou combate à corrupção, para evitar restrições à ação da organização.
Cardia disse à Folha ter precisado de dois anos para compreender a mensagem da Cruz Vermelha: esquecer questões políticas e pôr ênfase na solidariedade e no sofrimento das vítimas.
"É o que permite à Cruz Vermelha estar em todos os países, mesmo sob ditaduras e guerras civis como a síria."
Doze testemunhas de dramas recentes, de uma criança-soldado no Sudão a um ex-prisioneiro da base dos EUA em Guantánamo, passando por médicos e outros voluntários, foram convidados a ver o museu em primeira mão.
A Cruz Vermelha faz um mea-culpa num dos raros textos longos da exposição, no qual pede perdão por não ter atuado com firmeza no Holocausto, que matou milhões na Segunda Guerra (1939-45). A exposição ficará em cartaz em caráter permanente.
O jornalista PAULO WERNECK viajou a Genebra a convite da Cruz Vermelha.
Alain Germond /Divulgação
Sala das Testemunhas, um dos ambientes do Museu da Cruz Vermelha, em Genebra (Suíça)
Sala das Testemunhas, um dos ambientes do Museu da Cruz Vermelha, em Genebra (Suíça)

Menopausa precoce contra o câncer-Isabela de Oliveira‏

Indicada para pacientes com predisposição genética, a retirada preventiva dos ovários reduz as chances de surgimento de tumores malignos, mas obriga a paciente a adiantar a reposição hormonal 


Isabela de Oliveira

Estado de Minas: 17/05/2013 


Para se proteger do câncer, a atriz Angelina Jolie se submeteu à retirada dos dois seios e não descarta extrair também os ovários. A segunda cirurgia, chamada ooforectmia, reduz a quase zero as chances de surgimento de tumores malignos no órgão, dizem especialistas. Diferentemente da Europa e dos Estados Unidos, o procedimento é pouco realizado no Brasil como forma preventiva. Mas deve passar a ser assunto mais recorrente nos consultórios daqui depois que Jolie decidiu tornar público seu drama familiar. 

A ooforectmia é indicada apenas para pacientes com mutações nos genes breast cancer 1 ou 2 (BRCA 1 e 2), ligados à ocorrência do câncer de mama e de ovário. De acordo com Hugo Miyahira, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro, esses genes organizam e limitam o crescimento das células dos seios e do ovário, que têm um ciclo de vida pré-programado no organismo. Pessoas propensas a sofrerem mutações nesses genes, como Angelina Jolie – no caso dela, o problema está no BRCA1 – têm, de forma geral, 87% de chances de desenvolver câncer de mama e 50% de câncer nos ovários. Eles são supressores de tumores. Quando há a deformação, a replicação descontrolada das células não é coibida.

Chefe do Núcleo de Assistência de Detecção Precoce do Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Farid Buitrago explica que a cirurgia de retirada dos ovários pode ter um corte muito parecido com a cesariana ou ser realizada a partir de pequenas incisões no umbigo e na lateral do abdômen da paciente. "Isolamos os ovários, amarramos as artérias e retiramos. A mulher vai parar de produzir hormônios e entrar imediatamente no climatério. Ela precisará fazer reposição hormonal, além de tomar sol e vitaminas. Depois de um mês estará bem, ou até em menos tempo", explica. 


Apesar de poder ser realizada pela rede de saúde pública, a ooforectmia não é comum nem no Sistema Único de Saúde (SUS) nem nos hospitais da rede privada. "Além do exame genético, necessário para a indicação da cirurgia, ser caro, a retirada do órgão é um trauma muito grande, porque a mulher não quer perder a mama ou retirar o ovário, que, até então, não têm absolutamente nenhuma doença. Mas apesar disso, o procedimento pode ser benéfico." 

Martha Mesquita, oncologista do Grupo Acreditar – especializado no tratamento contra o câncer em Brasília –, ressalta que há tratamentos hormonais, com medicamentos de via oral, para pacientes que não têm anomalias no gene BRCA 1 e 2, mas têm maior risco de desenvolver câncer de ovário, como as pessoas como carcinomas – esse tipo de câncer de pele em alguns casos pode desencadear também tumores nos ovários. "Só em último caso retiramos órgãos ainda normais, e, mesmo assim, ainda há controvérsia. A grande dificuldade está na pesquisa genética e na dificuldade de identificar essa tendência genética. É preciso medir todas as consequências e ter certeza do diagnóstico para seguir com a cirurgia, que já mostrou ser um tratamento benéfico e eficaz contra essa predisposição hereditária", avalia a oncologista. 

Segundo Miyahira, os passos para identificar possíveis anomalias na identidade genética devem ser dados com cautela. "Para isso, é preciso fazer um estudo genético cuidadoso, além de uma minuciosa investigação no histórico familiar. É preciso ter critério ético e bioético para não deixar a população neurótica, pois a cirurgia preventiva não é para todo mundo", argumenta o médico. Ele indica a mamografia e os exames periódicos como ferramenta eficazes para a prevenção de câncer em pessoas que não têm carga genética propensa a anomalias.

IMPACTO GRANDE Além das ponderações genéticas, médico e paciente precisam levar em conta as consequências acarretadas pela retirada dos ovários. Segundo Maria de Fátima Brito Vogt, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), o impacto da cirurgia é grande, pois significa "uma castração" da paciente . Perder o órgão produtor dos hormônios femininos leva imediatamente ao início da menopausa e traz sintomas como ondas de calor, ressecamento da vagina, mau humor, osteosporose e até outros tipos de câncer, como o de intestino. 

A reposição hormonal e a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, como cuidados maiores com a alimentação e a prática de exercícios físicos, são praticamente obrigatórios após o procedimento. "É uma espécie de mutilação, mas o caráter genético dessa mutação atinge um percentual pequeno de mulheres. Quando o teste for realizado e a presença da mutação constatada, é preciso oferecer a paciente a possibilidade de realizar a cirurgia profilática", alerta Vogt. 

Farid Buitrago, chefe do Núcleo de Assistência de Detecção Precoce do Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, explica que, embora o SUS não forneça o exame genético, a rede pública de saúde atende pacientes que chegam com o resultado positivo para as mutações no BRCA1 e 2, que nunca ocorrem simultaneamente. "Elas passam por avaliação profissional e faz a cirurgia. Vale lembrar que, apesar do diagnóstico, há chance de não desenvolver a doença."

INFLUÊNCIA EXTERNA A mutação do BRCA1 e 2 pode ser desencadeada por fatores externos, como a infecção pelo vírus HPV ou a exposição a radiação, como ocorreu em Hiroshima e Nagasaki durante o bombardeio americano em 1945. "Essa predisposição genética é muito rara e alcança cerca de 5% da população. Não podemos considerar pessoas acima de 50 anos que tiveram câncer nesses órgãos como uma referência familiar porque, à medida que o organismo envelhece, perde a capacidade de reparação. Os casos de muitos familiares próximos desenvolvendo câncer de mama ainda jovens, no entanto, deve ser observado com atenção", diz Miyahira. 

 Vogt alerta que 85% dos casos de câncer de mama não são causadas pela mutação. "Quando as pessoas têm esse perfil de doença na família, os médicos indicam que a paciente faça o teste. No caso de diagnóstico positivo, é preciso pesar muitas coisas antes de optar pela cirurgia. Se ela ainda quiser ter filhos e amamentar, então, o procedimento não é recomendado."

A impressão digital que vem dos pulmões-Vilhena Soares‏

O ar expirado pela pessoa tem um padrão químico único, diz estudo. A descoberta pode ajudar no diagnóstico de doenças


Vilhena Soares

Estado de Minas: 17/05/2013

Não é só o álcool que você bebe que o seu hálito revela. Pesquisadores de instituições suíças descobriram que a respiração de cada pessoa traz uma marca própria, uma espécie de “impressão digital” que os cientistas pretendem usar para auxiliar em tratamentos e diagnosticar doenças de maneira rápida e prática, diminuindo o transtorno com agulhas e exames de resultados demorados.

O grupo de pesquisadores do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH) e do Hospital Universitário de Zurique realizou o estudo, publicado na revista científica Plos, com 11 voluntários. Por 11 dias seguidos, os participantes tiveram a respiração analisada em quatro horários diferentes. Apesar de muitas semelhanças, os cientistas notaram que o hálito de cada pessoa tem um conjunto de compostos químicos que formam um padrão único, nomeado por eles de breathprints (algo como impressões da respiração). “Encontramos (em cada participante) algumas pequenas variações durante o dia, mas, em geral, o padrão individual permanece e pode ser útil para fins médicos”, diz Pablo Martinez-Lozano Sinues, um dos cientistas responsáveis pelo estudo.

Para chegar até esse resultado, a equipe modificou a massa de elementos contidas no hálito por meio de um espectrômetro. O aparelho químico bombardeia as moléculas com um feixe de elétrons de alta energia e produz átomos altamente carregados. Ao ultrapassar um campo magnético, esses átomos são identificados de acordo com a posição e, assim, os cientistas conseguem identificar cada elemento contido na respiração. 

Durante o experimento, os voluntários não mudaram muito a rotina. Eles apenas precisavam comparecer quatro vezes por dia ao laboratório para soprar por um tubo e, dessa forma, fornecer o material para análise. Os horários não eram predefinidos. Os participantes podiam chegar a qualquer momento e só precisavam ficar sem comer nem beber por 30 minutos antes das medições. Nenhum deles era fumante. O resultado, para os autores do artigo, é bastante promissor. Apesar de nem todas as substâncias presentes na respiração das pessoas terem sido identificadas (foram notadas cerca de 100), detectou-se o padrão único de cada voluntário, o objetivo inicial do estudo.

Diagnóstico Como próximo passo, os pesquisadores pretendem fazer o diagnóstico de doenças usando as breathprints, especialmente de enfermidades que afetam os pulmões. “Se acharmos um padrão consistente em pacientes com doença pulmonar, poderemos desenvolver uma ferramenta de diagnóstico muito mais rápida”, explica Sinues. 

Para Marcelo Alcantara, membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o projeto pode trazer benefícios importantes para a área médica. “Apesar de os estudos serem iniciais e precisarem de um embasamento maior, essa descoberta é interessante e inovadora. Conseguir, por meio do hálito, marcar as características específicas e defini-las como únicas para cada pessoa é bastante promissor ”, comenta. O pneumologista vê a possibilidade de o projeto levar a novas formas de diagnóstico. “Poder marcar características de um indivíduo a partir do que ele exala seria uma maneira bastante eficaz de identificar as doenças, tornando o diagnóstico mais rápido e, quem sabe, assim, adiantar um tratamento.” 

Outra grande vantagem da impressão digital pelo hálito seria substituir exames de urina e de sangue, dando fim às agulhas e à espera pelo resultado, já que, por meio da respiração, o diagnóstico seria instantâneo. “O nosso objetivo é desenvolver a análise da respiração até o ponto em que se torne competitiva com a análise estabelecida entre sangue e urina”, diz Malcolm Kohler, professor no Hospital Universitário de Zurique e coautor do estudo. Kohler não descarta ainda a possibilidade de desenvolver um exame que identifique riscos de doenças em pessoas saudáveis, ao detectar elementos que servem de marcadores de enfermidades antes de elas se manifestarem.

Custo Uma das dificuldades que os cientistas também precisam vencer é o alto custo do espectrômetro e o espaço ocupado pelo aparelho, o que dificultaria a análise do hálito em clínicas. Por isso, desenvolver aparelhos menores que funcionem da mesma maneira é uma das metas da equipe. Para Ana Campa, professora de bioquímica da Universidade de São Paulo (USP), essa limitação pode ser vencida. “Novos modelos têm sido pesquisados e, possivelmente, teremos opções mais sofisticadas que se adaptariam a essa novidade”, afirma. “Um dos problemas que também devem ser pontuados é a quantidade da amostra recolhida para análise. Caso seja estabelecida uma quantidade limitada da expiração feita no aparelho, mais condições reais existirão para se diagnosticar uma doença respiratória”, completa. 

Os pesquisadores seguem otimistas e esperam que, com esse primeiro passo, o projeto siga em frente e possa trazer mais frutos para a medicina. “Pequenos espectrômetros de massa portáteis já existem. Se o desempenho deles for melhorado, eles acabarão por encontrar o seu caminho em clínicas e consultórios médicos”, acredita o líder da pesquisa, Renato Zenobi, da Universidade de Zurique. 

Eduardo Almeida Reis-Phobia‏

Há milhares de fobias, que não cabem neste espaço. Tenho outras, como, por exemplo, a tatoophobia, fobia de gente tatuada 


Eduardo Almeida Reis

Estado de Minas: 17/05/2013 

Phobia, como sabe o leitor, é strong fear or dislike: an irrational or very powerful fear and dislike of something such as spiders or confined sapaces. Irracional? Pois sim. Tenho fobia de bores, que me perseguem nas reuniões sociais. Bores, sabemos todos, são os chatos. Chatos preênseis adoram o philosopho: são os chatos que prendem, seguram a vítima pelo braço. E os chatos perdigoteiros, hein? Exigem que a gente frequente festas levando guarda-chuva, que em BH chamam sombrinha. Spiders, que vimos aí atrás, são aracnídeos, classe de artrópodes quelicerados, cosmopolita, que reúne 50.000 spp. distribuídas em 11 ordens, vulgarmente conhecidos por aranhas, ácaros e escorpiões; caracterizam-se pela presença de quatro pares de patas e um par de palpos, pelo corpo dividido em cefalotórax e abdome e pela ausência de antenas.

Há milhares de fobias, que não cabem neste espaço. Tenho outras, como, por exemplo, a tatoophobia, fobia de gente tatuada. Não consigo entender o que leva uma pessoa a tatuar-se. E a onda, antes restrita aos presidiários e aos marinheiros de péssimos antecedentes, parece ter tomado conta do pedaço. Paciência, mas paciência fóbica. Este belo suelto, que já passa das 190 palavras, vem a propósito dos programas Dr. Oz, do médico turco-americano Mehmet Cengiz Oz, de muito sucesso na tevê dos Estados Unidos. Tenho visto alguns divertidíssimos e outros chatíssimos. Noite dessas, tivemos programa sobre phobias, com uma jovem e bela senhora que tem pavor de aranhas, e um convidado da área psi especialista em curar fobias, que teria curado o turco-americano da acrofobia, medo mórbido de alturas.

Saudoso amigo, engenheiro que se afazendou no Pantanal, tinha fobia de pererecas, designação comum a diversos anfíbios anuros arborícolas, especialmente aqueles da família dos hilídeos, geralmente de cor verde ou marrom, pele lisa, grandes pernas traseiras e dedos com ventosas: caçote, rã, raineta, rela, tanoeiro. O Pantanal tem pererecas à beça e à bessa. Como viver por lá se o fazendeiro tem fobia delas? O engenheiro solucionou o problema passando a coçar as cabecinhas das pererecas, que ficam quietinhas e adoram ser coçadas. Com aranhas deve ser mais difícil. Torço para que a bela norte-americana consiga curar-se de sua fobia, que as dos chatos, perdigoteiros e tatuados já perdi a esperança.


Bulgária em foco

Ligo o televisor e fico sabendo que o parlamento búlgaro aceitou a renúncia do primeiro-ministro empenhado no combate à corrupção, naquele que é o país mais pobre da Europa. Donde se conclui que os búlgaros se preocupam com a corrupção. O ilustrado primeiro-ministro Boyko Borisov aumentou a conta de luz, houve protestos e sua excelência renunciou. Papas renunciam; primeiros-ministros, outrossim. Enquanto seu lobo não vem, cuidemos do custo Brasil. Confesso não saber se vou falar dos pericustos ou dos sobrecustos, mas o fato é que escrevo num dia em que a médica agendada para examinar o olho do senhor Gilson, hora marcada, tudo bonitinho, fez que o senhor Gilson viajasse hora e meia de ônibus para dar com o nariz na porta do consultório: a doutora não compareceu. Portanto, só de ônibus foram três horas, noves fora o tempo de espera, que os coletivos não partem de 10 em 10 minutos.

Enquanto isso, vosso philosopho remanejava os compromissos agendados para esperar, em casa, a visita de um pedreiro que viria completar serviço iniciado na véspera, integralmente pago em moeda corrente no país. O pedreiro e seu ajudante foram à casa do leitor de Tiro e Queda? Sim, porque aqui não vieram. E isso num dia em que perdi duas horas de trabalho tentando cancelar uma assinatura de jornal e um plano de saúde, pelas seguintes razões: o jornal não circula na cidade em que passei a residir e o plano de saúde, que atua em 70 municípios, não atende por aqui. O telefonema que dei ao jornal, via celular, passou de 30 minutos e o negócio só foi resolvido quando ameacei a operadora de telemarketing e sua chefe de telefonar ao dono do jornal, meu amigo, que demitiria as duas. Quanto ao plano de saúde, ainda não sei como vão terminar as coisas e preciso encerrar estas 304 bem traçadas palavras para cuidar de outros assuntos igualmente importantes.


O mundo é uma bola
17 de maio de 1814: instituído o Dia Nacional da Noruega. Tenho leitora mineira que faz mestrado naquele frio. Em 1846, Adolphe Sax patenteia o saxofone. Dei um caríssimo ao neto mais velho: pergunta se ele quis estudar. Em 1990, Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) retira a homossexualidade de sua lista de doenças mentais. Salvo melhor juízo, é tempo de incluir na lista a hoje raríssima heterossexualidade. Em 2009, depois de 25 anos de guerra civil, o grupo separatista Tigres de Liberação do Tamil Eelam anuncia sua rendição ao governo do Sri Lanka, ex-Ceilão, ex-Taprobana. Em 1900, nasceu o aiatolá Ruhollah Khomeini, autor do Livro verde, deliciosa obra que ensina os muçulmanos a obrar voltados para Meca. Hoje é o Dia Internacional da Internet.

 
Ruminanças
“Rejubila-me a notícia de que há bons policiais investigando e prendendo maus policiais. Pelo andar da política brasileira, não seria de espantar que os maus prendessem os bons.” (R. Manso Neto)