Mostrando postagens com marcador series. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador series. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de agosto de 2013

'Breaking Bad' volta e pode fazer história - Luciana Coelho

folha de são paulo
CRÍTICA SERIAL
LUCIANA COELHO - coelho.l@uol.com.br
'Breaking Bad' volta e pode fazer história
Em sua escalada de perversão, Walter só pode ser parente do dr. Jekyll, de 'O Médico e o Monstro'
A temporada final de "Breaking Bad" só estreia nos EUA no próximo domingo, dia 11, mas Vince Gilligan --o criador do professor-de-química-com-câncer-convertido-em-chefão-do-tráfico que protagoniza a série-- já escreveu as palavras "the end".
O que ele não fez ainda foi deixar claro se há redenção para Walter White, o sujeito em questão.
Essa resposta pode ser um marco de amadurecimento na ficção de TV nos EUA, tão viciada em redimir, justificar ou punir os protagonistas no final. Há a finada "Sopranos", ok, mas sem grande companhia.
Faz cinco temporadas que Walter descobriu ter câncer e decidiu fabricar metanfetaminas para deixar um pé-de-meia para a mulher, o filho com paralisia cerebral e a filha bebê. Para isso, recorreu a Jesse Pinkman, ex-aluno que trocou a escola pelo tráfico, sem maior ambição.
A cada novo ciclo, o químico se distancia desse intuito inicial e se deixa corromper pelo próprio poder como traficante, adotando o nome "Heisenberg". E graças ao truque, assumido por Gilligan, de usar a família como motivação primeira do personagem, o espectador não consegue mais torcer contra.
Até agora, os traços originais do protagonista esmoreceram, mas não sumiram (dá para lembrar do Walter original nas cenas com os filhos).
Muito dele, entretanto, já deu lugar a um vilão frio, que se sente livre para ignorar limites diante da possibilidade de morrer de câncer, ainda que este esteja em remissão.
Gilligan cita como referência os diretores Sergio Leone e John Ford e diz que sua série é um "pós-western". Faz sentido, pois a história se passa em Albuquerque, Novo México, e o deserto vizinho ganha peso de personagem na reta final.
Mas seu repertório é bem maior.
Em sua escalada de perversão, Walter só pode ser descendente de Henry Jekyll, o médico de "O Médico e o Monstro", ainda que em 1886 as atrocidades imagináveis para um anti-herói fossem mais modestas.
Até o agente de transformação é semelhante: uma poção que só o anti-herói produz, no livro, e a metanfetamina que Walter faz melhor que ninguém, na versão de Gilligan.
Dúvidas? O "teaser" posto no ar nesta semana reforça a ligação com a soturna literatura inglesa do fim do século 18/começo do 19.
Nele, imagens do deserto são contrapostas à voz de Bryan Cranston, premiado e genial como Walter/Heisenberg, lendo "Ozymandias", de Percy Shelley (1792-1822).
O poema, assustador, descreve as ruínas de uma cidade desértica um dia dominada por um tirano.
Gilligan tem agora a metade final da última temporada que o canal americano AMC estrategicamente dividiu em duas, ou oito episódios, para definir se opta pelo preto-e-branco dos diretores de bangue-bangue ou pelo cinza dos ingleses.
A última cena exibida, com a incrível epifania do agente antidrogas Hank percebendo na dedicatória de um livro que seu cunhado Walter é o chefão que ele procurou o tempo todo, aponta para o primeiro. Os "teasers" sinistros, para o segundo.
Voto no segundo. Walter White não pode ter salvação.

    Mauricio Stycer

    folha de são paulo
    Esticando séries
    'Homeland' se manteve em evidência na segunda temporada mais por causa dos 'furos' e absurdos
    A indústria brasileira está muito atrasada em relação à americana na produção de seriados. Não há motivos, porém, para padecer do famoso "complexo de vira-latas". A grande maioria dos programas que chegam via TV paga está abaixo da média.
    Muitas séries causam ótima impressão inicial por causa do investimento feito no "piloto", mas não conseguem manter a qualidade já nos episódios seguintes. Outras vão bem até o fim da primeira temporada, provocam polêmica, ganham prêmios, mas não parecem ter sido planejadas para ir além disso e logo se tornam desinteressantes. É o que aconteceu com "Homeland" e, me parece, está se passando com "The Newsroom".
    Nenhuma destas duas séries resiste ao que James Manos Jr., roteirista da primeira temporada de "Família Soprano", preconiza como básico no desenvolvimento de um roteiro do gênero. Ao criar uma série, diz ele, é preciso imaginar já no primeiro episódio o que os personagens principais poderão fazer nos próximos cinco anos. "Você não sabe o que vai acontecer no episódio 309, mas você coloca elementos suficientes na história de maneira que o personagem ainda possa estar lá no episódio 309."
    Baseado no princípio de que um soldado americano no Oriente Médio se "converteu" à causa inimiga e voltou aos EUA para atacar o país, "Homeland" se manteve em evidência na segunda temporada mais por causa dos "furos" e absurdos do roteiro do que pelas qualidades que mostrou no primeiro ano.
    Ficou claro, no ano dois, que os roteiristas se viram obrigados a "esticar" um suspense que não tinha mais para onde ir. Abriram mão do realismo, que impressionava, e apostaram em situações inverossímeis, incluindo a paixão da agente da CIA pelo soldado que ela descobriu ser o "inimigo" do país.
    O declínio de "The Newsroom", cuja segunda temporada teve início há três semanas na HBO, não chega a caracterizar uma decepção, porque os seus problemas sempre estiveram visíveis. Mas estão mais expostos agora.
    A série de Aaron Sorkin, o mesmo de "The West Wing" e do roteiro do filme "A Rede Social", apostou desde o início numa crítica à mídia, em especial ao modelo Fox News, por meio de um contraponto fictício, um canal a cabo liderado por um âncora quixotesco, dedicado a mostrar o que jornalismo poderia ser, mas não é.
    Ainda que contaminada pela retórica ingênua dos protagonistas, havia algo de sedutor nesta proposta. Sempre me pareceu pouco sutil, também, mas relevei, o esforço do autor em "humanizar" os personagens contrapondo os problemas profissionais aos seus dramas amorosos.
    Num sinal de que é preciso esticar a série, os episódios da segunda temporada não são mais conclusivos, deixando as histórias em aberto. A ambiciosa abertura, que expunha ícones do jornalismo americano (Edward R. Murrow e Walter Cronkite), foi substituída por uma mais simples.
    Os personagens falam sem parar, expondo um didatismo constrangedor. A aposta maior nos desencontros amorosos, em chave de comédia romântica, os coloca em situações ridículas, bobas demais. Sorkin, em resumo, não deixa o espectador pensar, o que impede "The Newsroom" de ser chamada de uma série de qualidade.
    Em tempo: entro de férias por três semanas e retomo a coluna no dia 1º de setembro.

      segunda-feira, 15 de julho de 2013

      'The Newsroom' explora erro jornalístico em nova temporada - Fernanda Ezabella

      folha de são paulo
      Série de TV sobre bastidores de um telejornal fictício estreia hoje a segunda fase na HBO
      Equipe do programa 'News Night' é alvo de processo jurídico pesado devido a uma reportagem polêmica
      FERNANDA EZABELLADE LOS ANGELESO âncora de TV Will McAvoy (Jeff Daniels) volta ao noticiário desta noite com mais uma polêmica na manga.
      Se na primeira temporada do seriado "The Newsroom" ele iniciou os trabalhos afirmando que os EUA não eram o maior país do mundo, agora ele estreia a segunda pisando no calo dos conservadores ao comparar o Tea Party, grupo ultraconservador do Partido Republicano, ao Taleban.
      Mas este será um problema menor para a equipe do programa "News Night", do canal fictício Atlantis Cable News, cujos bastidores são tema da série criada e escrita pelo premiado roteirista Aaron Sorkin ("A Rede Social", "The West Wing").
      Como já mostra o primeiro episódio, o programa é alvo de um processo jurídico pesado devido à exibição de uma matéria errada que coloca toda a emissora em risco.
      As circunstâncias do erro jornalístico envolvem drones (aeronaves de pilotagem remota) e fontes pouco confiáveis. Vão ficar mais claras ao longo dos nove episódios.
      "Will e sua equipe têm esta noção utópica de como o noticiário deve ser. Há dias em que conseguem fazer direito, mas há outros em que não. E a nova temporada é um bom exemplo de quando falham miseravelmente", conta Daniels, 58 anos.
      "Qualquer erro feito por qualquer outra emissora dos EUA é fichinha perto da grande besteira que fizemos."
      O ator acredita que 90% dos jornalistas americanos estão tentando fazer a coisa certa, mas critica os canais "a serviço do dinheiro" e que "são um desserviço e um custo à democracia".
      "Todo mundo pega sua notícia da Fox News e vira fato. O mesmo pode ser dito do outro lado [mídia liberal]. Eles dizem o que querem porque há dinheiro nisto. Acho perigoso. O que é sagrado no jornalismo está sendo prejudicado pelos caras atrás de dinheiro."
      CRIADOR PERFECCIONISTA
      A nova temporada se passa entre agosto de 2011 e novembro de 2012 e aborda desde o início do movimento Occupy Wall Street até a cobertura das eleições americanas.
      A comparação do Tea Party com o Taleban vai complicar a vida do jornalista Jim (John Gallagher), que é destacado para cobrir as viagens da campanha republicana. Na verdade, Jim pede pelo posto para evitar ficar no escritório trabalhando com a colega Maggie (Alison Pill), por quem é apaixonado.
      "Esta nova temporada está mais centrada nos personagens. As notícias vão acontecendo ao redor, não é tão focada num só evento por episódio. Mistura mais pessoal e profissional", explicou Gallagher, 29 anos. "Achei corajoso Aaron [Sorkin] dar uma mexida no formato."
      Os atores comentam que Sorkin está sempre presente nos ensaios e gravações, atento a qualquer palavra que não faça parte do roteiro. Dizem que ele é tão perfeccionista que reescreveu os dois primeiros episódios que já estavam gravados.
      Cada ator tem um truque para decorar as páginas e mais páginas de diálogos, como Thomas Sadoski, que faz Don, ex-produtor executivo do "News Night" e namorado de Maggie. Ele grava suas falas num gravador e vai se ouvindo durante o dia, principalmente no carro.
      "No estúdio, tem gente em todos os cantos circulando com o roteiro, saindo do banheiro até, falando sozinho. Sempre tem alguém que bate a cabeça em porta de vidro", conta Sadoski, 37 anos.
      "Já tivemos pessoas que tentaram improvisar e foi chocante. Você percebe na hora por causa do ritmo. É como querer improvisar Shakespeare, sem querer exagerar, claro."
      Sadoski, que assim como Daniels e Gallagher vem do teatro, diz ter orgulho de fazer parte de "Newsroom" por ser um programa que lida com "aspirações".
      "Tem tanto entretenimento hoje em dia sobre anti-heróis e comédias sarcásticas... Acho ótimo que Newsroom' é sobre perguntar como podemos fazer algo bom no lugar de ficar dizendo que tudo é uma porcaria."

        sexta-feira, 3 de maio de 2013

        Ação de marketing coloca garrafa de Cachaça 51 no seriado 'The Big Bang Theory'

        folha de são paulo


        LUCAS SAMPAIO
        DE SÃO PAULO
        video
        Os americanos mais atentos que assistiram ao episódio do seriado "The Big Bang Theory" na quinta passada, no canal de televisão CBS, se depararam com um produto inusitado na cozinha do apartamento da personagem Penny: uma garrafa de 51.
        O "placement" --divulgarção de um produto colocando-o de forma "orgânica" no cenário, como se ele fizesse parte da decoração-- foi criado e desenvolvido pela agência 3 Apitos e produtora de conteúdo Monarca Group.
        No Brasil, o 21º episódio da sexta temporada ("The Closure Alternative") foi transmitido pelo canal de TV a cabo Warner Channel na terça (30) à noite --a série também é transmitida pelo SBT.
        Segundo a Cia. Müller de Bebidas, dona da Cachaça 51, o episódio foi assistido nos Estados Unidos por 15,05 milhões de pessoas e a bebida apareceu em três cenas.
        Veja abaixo o teaser do episódio "The Closure Alternative".
        RECONHECIMENTO
        O episódio foi exibido nos EUA duas semanas após o país reconhecer oficialmente a cachaça como produto genuinamente brasileiro --antes, tinham de ser vendidas com o selo "brazilian rum".
        A decisão foi anunciada governo norte-americano em março, fruto de um pedido feito pelo Brasil em 2001.
        Sócio da 3 Apitos e um dos responsáveis pela campanha, Paulo Pontes diz que a ideia é valorizar a marca nacionalmente. "[A ideia é acabar com] esse estigma de vira-lata do brasileiro, de não se apropriar do que é seu, de criticar a própria bebida."
        "No exterior, a 51 custa mais de US$ 20 [R$ 40]. É uma marca que representa o Brasil lá fora." Nos supermercados brasileiros, o produto sai por menos de R$ 5.
        OUTRAS SÉRIES
        Pontes diz que a ideia foi apresentada à 3 Apitos pela Monarca Group, do gaúcho Ancelmo Martini, ganhador do programa "O Aprendiz 3", e vinha sendo desenvolvida desde o começo deste ano.
        "Ele [Ancelmo] apresentou o projeto de expor marcas brasileiras nos EUA", diz o publicitário. Inicialmente, a ideia incluía a possibilidade de filmes em Hollywood.
        "Queríamos uma série de impacto. Entre as opções estudadas, estavam 'Two And A Half Men' e 'How I Met Your Mother'", afirma Pontes.
        Ele diz que o retorno da ação foi positivo. "Agora é estudar qual vai ser a nossa linha de atuação", afirma. "É uma coisa muito nova ainda. A gente precisava ter um primeiro retorno."
        Questionado sobre o custo da ação, Pontes não quis falar em valores. Mas ressaltou que a ação "é mais acessível do que parece". "É até mais barato que anunciar em algumas mídias nacionais."

        segunda-feira, 11 de março de 2013

        A melhor série de TV - Vanessa Barbara

        folha de são paulo

        VANESSA VÊ TV
        VANESSA BARBARA vanessa.barbara@uol.com.br

        Por 12 anos, David Simon trabalhou como repórter policial para o jornal "Baltimore Sun", nos EUA. Escreveu um livro-reportagem sobre homicídios e outro sobre o tráfico de drogas na cidade, este em parceria com o ex-policial Ed Burns.
        Tais experiências formam a base da série "The Wire" ("A Escuta"), exibida de 2002 a 2008 pela HBO e considerada por muitos críticos a melhor série dramática da televisão. ("Família Soprano" e "Breaking Bad" viriam logo em seguida.)
        Na atração, um destacamento policial investiga o tráfico de drogas em Baltimore por meio de escutas telefônicas e vigilância intensiva.
        Formado por agentes da área de narcóticos (Kima Greggs), homicídios (Jimmy McNulty) e almoxarifado (Lester Freamon), o obstinado grupo tem de enfrentar entraves burocráticos e políticos na perseguição de seus alvos.
        A série não se limita a isso: desde o início, retrata detalhadamente os personagens das ruas, de chefões como Avon Barksdale e Stringer Bell a pequenos traficantes como Dee Barksdale, Bodie Broadus e o viciado Bubbs. Com destaque para o matador homossexual Omar Little.
        A partir da segunda temporada, outras variáveis surgem e são desenvolvidas em paralelo: a corrupção do sindicato e o contrabando no porto (ano dois), o jogo de influências na política (ano três), a educação (quatro) e, por fim, a imprensa (cinco). Nenhuma instituição sai incólume.
        Na visão amarga de Simon, os indivíduos são encurralados pelos organismos sociais de que fazem parte, sejam eles escolas ou gangues.
        "The Wire" tem roteiros excepcionais. Realistas, pesados e cínicos, incluem diálogos memoráveis, como no episódio em que Dee ensina os amigos a jogar xadrez usando metáforas do tráfico. Ou quando Stringer começa a estudar macroeconomia para impulsionar os negócios.
        Simon e Burns contaram com a colaboração de três pesos-pesados da literatura policial contemporânea: os escritores George Pelecanos, Richard Price e Dennis Lehane, que assinam vários episódios. A trilha sonora também é invejável (Tom Waits, The Pogues e Johnny Cash).
        Não há recapitulação das cenas anteriores, nenhuma condescendência nas explicações e é comum confundir-se os personagens até a série engatar, o que costuma ocorrer lá pelo quinto episódio.
        A trama é violenta e complexa. Não teve boa audiência nos EUA, e não chegou a ser lançada em DVD no Brasil.

          quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

          Obra de Edgar Allan Poe inspira série com Kevin Bacon

          folha de são paulo

          ALBERTO PEREIRA JR.
          DE SÃO PAULO

          Morto há 163 anos, Edgar Allan Poe é responsável por um dos principais sucessos da temporada da TV americana em 2013.
          É bebendo dos escritos do autor americano, bisavô dos gêneros suspense e mistério, que a série "The Following" vem sacudindo a audiência da televisão aberta dos EUA. No primeiro capítulo, foi vista por 10 milhões de pessoas.
          A série, que estreia nesta quinta-feira (21) no Brasil na Warner, mostra a caçada de um ex-detetive do FBI Ryan Hardy (Kevin Bacon) contra os seguidores de um serial killer (James Purefoy).
          Michael Lavine/Efe
          Kevin Bacon (à frente) protagoniza "The Following"
          Kevin Bacon (à frente) protagoniza "The Following"
          O seriado não é caso isolado de inspiração na obra de Poe. De "Os Simpsons" a atrações como "Os Sopranos", "Gilmore Girls" e "CSI", a filmes como "O Corvo" (1994), suas histórias seguem na mira de adaptações e recriações.
          Em abril, a Fox estreará no Brasil "Contos do Edgar", seriado em cinco capítulos trazendo à realidade paulistana histórias do escritor, sob a produção da O2 Filmes.
          "Embora seja um autor clássico e canonizado, Edgar Allan Poe encontrou um espaço na cultura pop atual, alimentando nossos medos e criando nossos terrores", diz Leo Braudy, professor de literatura americana da University of Southern California.
          "Poe deixou uma vasta descendência artística, como Hitchcock, Debussy e Stephen King. Até na capa de um disco dos Beatles lá está ele", completa Jeanette Rozsas, autora do livro "Edgar Allan Poe, o Mago do Terror".
          "The Following" marca a estreia de Kevin Bacon como protagonista na TV.
          "Tínhamos uma lista dos atores que gostaríamos de trabalhar e, antes de começar os contatos, recebemos uma ligação do agente do Kevin, dizendo que ele havia lido o roteiro e queria fazer", conta o diretor e produtor-executivo Marcos Siega.
          No enredo, o assassino Joe Carroll era um professor universitário especializado na poesia de Edgar Allan Poe que usou referências dessas obras ao matar 14 de suas alunas. O então detetive Hardy consegue prendê-lo.
          Anos depois, uma rede de dezenas de discípulos do assassino retoma a matança.
          NA TV
          The Following
          Estreia da série da Warner
          QUANDO quinta-feira (21), às 22h45
          CLASSIFICAÇÃO 14 anos

          'Todos os atores querem impressionar Kevin Bacon no set', diz diretor de 'The Following'

          ALBERTO PEREIRA JR.
          DE SÃO PAULO

          Marco Siega, 43, diretor de "The Following", série que estreia nesta quinta-feira (21), na Warner, afirma estar impressionado com o trabalho de Kevin Bacon à frente do programa.
          "Ele é demais. Filmar uma série de TV é muito difícil e bem diferente de fazer cinema, são muito mais horas de trabalho diariamente", diz, em entrevista à Folha.
          "E ter alguém como Kevin, que aparece preparado, nunca é um problema e dá o tom para os outros atores é um privilégio. Todos querem impressioná-lo no set. Porque ele é tão bom, preparado e nunca reclama, todos fazem o mesmo."
          Sucesso nos EUA, "The Following" mostra a caçada de um ex-detetive do FBI, Ryan Hardy (Bacon), aos discípulos de um "serial killer", Joe Carroll (James Purefoy).
          Divulgação
          O diretor Marcos Siega e o ator James Purefoy, em "The Following"
          O diretor Marcos Siega e o ator James Purefoy, em "The Following"
          Carregado de cenas de violência, o programa --criado por Kevin Williamson ("Vampire Diaries" e "Dawson's Creek")-- teve na estreia americana cerca de 10 milhões de espectadores e marca o primeiro papel de protagonista na televisão do astro de "Footloose" (1984).
          Também coloca Bacon na pele de um mocinho, depois de sucessivos papéis de vilão no cinema.
          "'The Following' não é uma série tradicional. Quando você assiste, cairá de amores por personagens que nem sempre são os bonzinhos. Isso porque nós estamos sempre preenchendo as lacunas, contando histórias das pessoas nesse culto, ao mesmo tempo que o FBI tenta capturá-los. E, como audiência, você vai responder ao lado humano da história. Não buscamos só assustar as pessoas. É um drama verdadeiro", defende o Siega.
          A primeira temporada terá 15 episódios. Uma segunda já está nos planos da Fox, que exibe a atração nos Estados Unidos.
          GAÚCHO
          Filho do jogador de futebol Jorge Siega, que jogou com Pelé no time New York Cosmos, nos anos 1970, com uma francesa, Marcos Siega nasceu em Nova York.
          "Meu pai é gaúcho. Na infância, passei muitas férias e fim de ano no Brasil. Sempre fui ligado ao futebol", afirma ele, que não conhece muito a produção audiovisual brasileira.
          A carreira na TV começou com a música. Antes de dirigir ficções como "Fastlane" (2002-03), "Veronica Mars" (2004-05), "Dexter" (2007-09) e "Vampire Diaries" (2009-11), comandou videoclipes de bandas como Weezer, Blink 182 e System of a Down.
          "Parte foi sorte e parte foi porque fazia um bom trabalho. Mas foi 'Dexter que me levou para outro patamar", observa.

          domingo, 10 de fevereiro de 2013

          Levanta defunto


          Folha de São Paulo
          Levanta defunto
          Nova temporada de "The Walking Dead" lidera febre de zumbis que neste ano terá até filme com Brad Pitt
          FERNANDA EZABELLADE LOS ANGELES
          Mesmo depois de esquartejados, zumbis são resistentes e continuam a atacar, de acordo com a Zombiepedia, enciclopédia on-line dedicada exclusivamente ao tema, e relatos na indústria do entretenimento.
          As criaturas agonizantes se negam a desaparecer e seguem se multiplicando em filmes e séries de televisão.
          O líder do movimento é "The Walking Dead", seriado que estreou em 2010, no qual humanos tentam sobreviver em um mundo pós-apocalíptico dominado por zumbis e que volta para sua terceira temporada nesta terça-feira.
          No cinema, "Meu Namorado É um Zumbi" liderou a bilheteria dos EUA na semana passada, e um dos blockbusters mais aguardados do ano é "Guerra Mundial Z", protagonizado por Brad Pitt e muitos mortos-vivos.
          "É menos sobre zumbis e mais sobre analisar a humanidade", filosofa o ator inglês David Morrissey, que faz o novo vilão de "The Walking Dead", chamado apenas de governador, sobre a onda de mortos-vivos que se alastrou por Hollywood.
          "Os monstros apenas aumentam a realidade das escolhas que a humanidade teria de fazer para sobreviver", continua ele.
          Para o protagonista Andrew Lincoln, que vive o xerife Rick Grimes, que lidera um grupo de sobreviventes, a razão é simples: "Zumbis são 'cool'", disse ele à Folha.
          "Nesta fase do seriado, os personagens se acostumaram aos zumbis. É fascinante ver como os humanos são incrivelmente adaptáveis."
          Agora, o principal inimigo de Rick é o governador, um colecionador de cabeças de zumbis que comanda uma aparentemente idílica cidade de 70 sobreviventes (e alguns prisioneiros).
          Rick também precisa lutar contra a própria insanidade, após perder a mulher, Lori (Sarah Wayne Callies).
          "No fim do dia, um zumbi só quer te comer. Já entre humanos você nunca sabe em quem confiar nem quais são os seus motivos", explica Robert Kirkman, 34, criador da história em quadrinhos que deu origem ao seriado.
          MORTES
          A morte de personagens queridos costuma causar pânico entre os fãs da série e também entre seus atores.
          Kirkman, produtor-executivo do programa, avisa que mais finais drásticos virão.
          "A gente se esforça para manter o seriado o mais realístico possível dentro deste mundo totalmente irreal. Então alguns vão morrer, outros terão partes amputadas ou serão afetados psicologicamente. São tempos bem difíceis", avisa.
          Dar vida às criaturas continua envolvendo um longo processo de maquiagem, mesmo após três temporadas, já que muitas novidades vão sendo acrescentadas.
          Uma dela é a presença de formas de caveira ao redor dos olhos dos atores e o uso de bonecos destruídos.
          Afinal de contas, já se passaram alguns anos, e até mesmo zumbis apodrecem.
          QUADRINHOS
          A HQ ainda é publicada mensalmente, está em seu número 106 e completa dez anos em 2013. "Tenho ideias até para o número 200", Kirkman diz, embora não acredite que o mesmo aconteça na TV. "Teríamos muita sorte em chegar até a sétima temporada. Ficaríamos muito gratos."

          Editora brasileira de 'The Walking Dead" começou em mesa de bar
          RODRIGO SALEMDE SÃO PAULOEm 2005, Carlos Costa pediu demissão de seu emprego como gerente financeiro de mercado. A intenção era se dedicar a publicação de revistas em quadrinhos, sua maior paixão.
          Em uma conversa de boteco, convidou os amigos Artur Tavares e Leonardo Vicente para a empreitada. Cada um deu R$ 500 para abrir a editora HQ Maniacs. Meses depois, compraram os direitos de duas HQs americanas.
          Uma era "Invencível", sobre um herói adolescente, e, a outra, "The Walking Dead", um gibi de zumbis que acumulava boas críticas, mas patinava nas vendas.
          A escolha óbvia para o primeiro lançamento era "Invencível". Empolgados, imprimiram 3.000 exemplares do primeiro volume. Mas o título encalhou. "A gente achava que 'Invencível' venderia horrores, mas não foi o que aconteceu", lembra Costa.
          Em seguida, lançaram "Os Mortos Vivos", cujos direitos de publicação custaram US$ 1.000 (R$ 2.000). Foram 1.500 exemplares distribuídos para lojas especializadas. Por três anos, as histórias não passaram da primeira edição.
          Entre 2008 e 2009, os três amigos sequer lançaram os títulos, pois não conseguiram recuperar o dinheiro do investimento.
          Até que chegou 2010. "The Walking Dead" estreou na TV americana e se transformou em um fenômeno de audiência, atraindo 7 milhões de pessoas por episódio. Os direitos de publicação da HQ, nos Estados Unidos, é estimado em US$ 10 milhões (cerca de R$ 20 milhões).
          No Brasil, o fenômeno se repetiu. Com os direitos renovados antes da série tomar forma, o trio manteve a publicação dos álbuns e lançou o gibi mensal, em dezembro passado, com o título de "The Walking Dead".
          "Imprimimos 30 mil exemplares do primeiro número e a Dinap [distribuidora] já pediu para aumentarmos a tiragem", conta Costa. Por cima, cada título pode render até R$ 120 mil por mês.
          "Sentimos que nossa editora finalmente está começando. No início, pedimos ajuda para várias pessoas. Agora, correm atrás da gente. Mas eles só querem 'The Walking Dead'."

            CRÍTICA / FANTASIA
            Fábula sobre um zumbi apaixonado acaba com a essência da mítica criatura
            ALEXANDRE AGABITI FERNANDEZCOLABORAÇÃO PARA A FOLHAO oportunismo é a marca de "Meu Namorado É um Zumbi", adaptação do best-seller "Sangue Quente", de Isaac Marion. O filme aproveita a moda dos zumbis, mas introduz um elemento que arruína a essência da mítica criatura ao apresentar um morto-vivo capaz de se apaixonar.
            A história de amor entre um rapaz sobrenatural e uma garota bem vivinha remete à saga "Crepúsculo", que também arrasa com as características tradicionais das criaturas -vampiros, no caso.
            Em um futuro próximo, boa parte da humanidade foi destruída por um vírus, que transformou as pessoas em zumbis.
            Aterrorizados, os sobreviventes ficam em estado de alerta, temendo investidas de seus antigos semelhantes. Estes foram confinados atrás de muros.
            O zumbi R (Nicholas Hoult) salva Julie (Teresa Palmer) de ser atacada por seus companheiros, que vagam em um aeroporto abandonado. Julie faz parte de uma brigada de combate aos zumbis, ao lado do namorado, que é morto por R e tem o cérebro comido pelo assassino. Ao ingerir os miolos, R incorpora a memória e os sentimentos do rapaz e cai de amores pela garota.
            Como o amor opera milagres, R vai voltando aos poucos à vida: sua temperatura corporal sobe, ele fica menos pálido, começa a falar e se move de forma cada menos bruscos. Sensível à metamorfose, Julie corresponde ao afeto.
            Preocupado com a sorte de seus companheiros zumbis, R percebe que pode salvá-los. Para tanto, o casal precisa superar dificuldades aparentemente intransponíveis.
            Além de evidentes paralelos com "A Bela e a Fera", o filme tem similitudes com a história de Romeu e Julieta, cujos amantes também pertencem a clãs que digladiam.
            Além do zumbi que ama, a única novidade do filme dirigido por Jonathan Levine, que também assina o roteiro, é contar a história do ponto de vista do morto-vivo.
            Mas nem isso é tão inovador, afinal, "Sangue Quente" é em primeira pessoa.

              Casal de "Girls" enfrenta crise na segunda temporada da série

              folha de são paulo

              Ela está se descobrindo", diz atriz sobre personagem Marnie
              DE SÃO PAULOJovens mulheres desajustadas e rapazes idem.
              Na segunda temporada de "Girls", série que acompanha a vida de quatro amigas numa Nova York pós-crise financeira de 2008, não é só a protagonista Hannah (Lena Dunham) quem mete os pés pelas mãos.
              Marnie e Charlie, que formavam o casal certinho do primeiro ano do programa, também estão vivendo momentos de crise.
              "No início, a Marnie podia ser a mais centrada das garotas. Nessa temporada, ela está a maior bagunça porque ignorava o que não era perfeito nela e, agora, está se descobrindo", diz Allison Williams, intérprete da personagem.
              Christopher Abbott, intérprete de Charlie, faz coro.
              "Ele não é tão bonzinho assim. Na superfície, talvez. Mas não é legal, por exemplo, não deixar sua namorada terminar com você, forçar a barra de uma relação", diz. Os dois visitaram o Brasil na semana passada.
              Jovens como seus personagens -ela tem 24 e ele, 26 anos- os dois experimentam juntos seu primeiro sucesso na televisão. Em janeiro, "Girls" foi premiada como a melhor série de comédia no Globo de Ouro.
              Filha de Brian Williams, importante âncora da rede americana NBC, Allison chegou ao humor após ser rejeitada pelo grupo de arte dramática de Yale e ingressar num clube de improvisos.
              Desde então, protagonizou projetos na internet. "Dei sorte. A produção estava com dificuldade em encontrar a Marnie e decidiram fazer testes em Los Angeles, logo depois de eu mudar para lá."
              Para a atriz, a química com Lena Dunham, que, além de atuar, escreve, dirige e produz a atração foi instantânea.
              "Lena não parece nossa chefe, é mais uma parceira. Mesmo que as ideias sejam dela, dá abertura para nós e cria um ambiente descontraído no set", concorda Abbot.
              O ator -que fez participações em séries como "Law & Order: Criminal Intent" e "Nurse Jack"- diz que o início da carreira foi difícil. "Mudei de apartamento 12 vezes, dormi em sofás de amigos."
              A dupla, no entanto, não vê a série como um retrato de uma geração. "As personagens são tão específicas, que os problemas se tornam grandes. Amor, amizade, trabalho, temas que, mesmo que o inglês não seja sua língua materna, você pode entender", observa Allison.
              "O programa é muito quieto, sobre relacionamentos individuais. Nova York, como São Paulo, é uma cidade grande, com jovens tentando conseguir trabalho, muita pressão que pode afetar você emocionalmente se você deixar", diz Abbott. (Apj)

                domingo, 13 de janeiro de 2013

                Lena Dunham é a mente por trás de 'Girls', a aclamada comédia que chega à 2ª temporada

                FOLHA DE SÃO PAULO

                Garota superpoderosa

                Carlo Allegri/Reuters
                Lena Dunham na premiação de mulher do ano da revista “Glamour”, em Nova York
                Lena Dunham na premiação de mulher do ano da revista “Glamour”, em Nova York
                TETÉ RIBEIROENVIADA ESPECIAL A NOVA YORK
                Lena Dunham, 26, é uma ótima atriz.
                Diferentemente do que faz parecer a série "Girls", que estreia sua segunda temporada no Brasil na semana que vem e concorre hoje a noite ao Globo de Ouro, na vida real a intérprete de Hannah Horvath -a aspirante a escritora gordinha, atrapalhada e de caráter duvidoso- é bonitinha, bem vestida, bem humorada e inteligente.
                E não é nada gorda.
                Seu corpo -que, nos dois primeiros episódios, aparece em close de frente e de costas, em cenas de sexo e em outras andando pela casa de calcinha fio dental- virou objeto de análises profundas por estar fora dos padrões de magreza de Hollywood. Também não chega perto dos padrões de gordura de qualquer outro canto dos EUA.
                "Girls" estreou no canal pago HBO no meio de 2012 e foi sucesso imediato por mostrar como vive a geração nova-iorquina de 20 e poucos, sem muitos retoques nem glamour. Lena, criadora, produtora e protagonista da série, volta ao ar em tempo recorde no domingo que vem.
                Seu talento como escritora também tem rendido glórias -e uma fortuna.
                Além das colaborações que tem feito para a revista "New Yorker", Lena fechou um contrato de US$ 3,6 milhões (cerca de R$ 7,9 milhões) com a editora Random House antes de começar a escrever o seu primeiro livro.
                "Não vai ser uma biografia de uma celebridade de 26 anos", ri, "mas terá observações sobre o mundo, ideias e ensaios. Minha ambição é que esteja no mesmo universo dos textos do (escritor americano) David Sedaris."
                O projeto do livro vazou em um site de celebridades americano, que foi processado por ela. A notícia continuou no ar, mas a íntegra do projeto não, apenas algumas frases.
                Uma delas repercutiu bem mais do que a cifra milionária: "I'm a girl with the begginings of a FUPA" (sigla para "fat upper pussy area", em tradução bem livre, "xoxota gorda").
                Lena falou à Folha depois da apresentação dos dois primeiros episódios da nova temporada.
                "Hannah esta numa fase boa, mas continua naquele momento 'not a girl, not yet a woman'", (ou 'não uma garota, mas ainda não uma mulher'), conta, lembrando um sucesso de Britney Spears.
                Ela defende a citação com um desafio: "Você não vai encontrar um hipster que não seja secretamente louco por ela e pela Beyoncé", afirma.
                A segunda temporada de "Girls" estreia na HBO após uma campanha publicitária que compete, outdoor a outdoor, com os filmes indicados ao Oscar.
                É uma grande aposta do canal pago, e, a julgar pelo número de entrevistas, perfis e críticas em revistas e jornais americanos, é a esperança do mundo adulto de entender o que se passa na cabeça de quem ainda não fez 30 anos.
                "Nós somos a primeira geração globalizada e 'internetizada'", resume Lena, presença constante na rede social de fotos Instagram.
                FALTA DE PRIVACIDADE
                "Crescemos com as mídias sociais, convivemos em paz com a falta de privacidade", explica ela.
                "Minha turma se formou na faculdade no meio da crise econômica e completou o curso à base de Ritalina [remédio para déficit de atenção]."
                A autora ainda tenta negar, sem sucesso, a frase pela qual ficou famosa no primeiro episódio da série: "Eu posso ser a voz da minha geração".
                "Hannah disse isso drogada. Desmaiou em seguida, na frente dos pais", diz Lena, sabendo que, desse slogan, não vai se livrar no grito.
                "Principalmente porque é verdade, e isso fica cada vez mais claro para mim e para o Judd", diz a roteirista Jenni Konner, citando o diretor Judd Apatow, produtor-executivo de "Girls".
                É quase certo que a série seja renovada pelo menos por outras duas ou três temporadas. "É isso que parece estar no horizonte, mas eu poderia fazer 'Girls' pelo resto da vida", conta Zosia (pronuncia-se "Zacha") Mamet, 24, filha do dramaturgo David Mamet e intérprete da neurótica Shoshana.
                Ou não. "Já sei como morrem as quatro personagens principais", revela Lena. "Assim, se a série nunca for cancelada, já sei para onde tenho de ir com essas meninas."
                E, pelo jeito, não adianta prestar atenção na vida da criadora para tentar adivinhar o destino de sua personagem.
                NA TV
                Girls
                Estreia da 2ª temporada
                QUANDO dia 20, às 22h, na HBO
                CLASSIFICAÇÃO 16 anos


                SPOILER - O DEDO DURO
                GIRLS
                O universo de "Girls", ou melhor, de Hannah Horvath, não é mais o mesmo da primeira temporada.
                A melhor amiga, Marnie (Allison Williams), a deixou e ela agora divide a casa com Elijah (Andrew Rannells), o ex-namorado gay. Eles dão uma festa para inaugurar a nova decoração.
                Os dois têm novos namorados. O de Elijah é mais velho e paga todas as suas contas. E Hannah, apesar de cuidar de Adam (Adam Driver), seu namorado na primeira temporada, que foi atropelado por um caminhão, está com um estudante de direito negro e republicano.
                Ela não conta a novidade para Adam porque tem medo de ele não apenas ter "cara de assassino, mas talvez ser um de verdade".
                Marnie perde o emprego. Em um almoço com a mãe (Rita Wilson), ela ouve que se parece com uma mulher de 30 anos por causa das roupas caretas.
                Ouve a mesma crítica em uma entrevista de trabalho com uma galerista, interpretada por Laurie Simmons, mãe de Lena Dunham na vida real.
                Shoshanna, a ex-virgem, confessa que tem "saudade do hímen". Ela transa de novo com Ray (Alex Karpovsky) e dá um conselho a Marnie, que chega arrasada em casa. "Você sempre pode arrumar um desses trabalhos de gente bonita, como hostess, vendedora, garçonete", diz Shoshanna.
                O fundo do poço de Marnie acontece no fim da festa de Hannah, quando tenta transar com Elijah, que brocha.
                Jessa volta bronzeada e apaixonada da lua-de-mel, pregando as maravilhas de um relacionamento sólido e adulto. Seu marido, o mauricinho com quem ela e Marnie ensaiaram uma minissuruba na primeira temporada, quer sua mulher livre e feliz. Ela para de trabalhar como babá e ganha uma cesta com três cachorrinhos de presente.

                  domingo, 6 de janeiro de 2013

                  Raj encontrará amor em 'Big Bang Theory'

                  folha de são paulo

                  TELEVISÃO - OUTRO CANAL
                  Raj encontrará amor em 'Big Bang Theory'
                  Divulgação
                  Stuart (Kevin Sussman), Raj (Kunal Nayyar) e Sheldon (Jim Parsons), na série "Big Bang Theory", da Warner
                  Stuart (Kevin Sussman), Raj (Kunal Nayyar) e Sheldon (Jim Parsons), na série "Big Bang Theory", da Warner
                  Personagem que já se apaixonou por cachorro ganhará par romântico em série de comédia, diz o ator Kunal Nayyar
                  Sexta temporada do seriado que acompanha a vida de quarteto de amigos nerds é exibida no Brasil
                  FERNANDA EZABELLADE LOS ANGELESRajesh Koothrappali, o tímido astrofísico indiano de roupas coloridas de "The Big Bang Theory", já se apaixonou por uma secretária digital, por uma lésbica em um casamento arranjado e por uma cadelinha ao longo das cinco temporadas da série.
                  Na mais recente, em exibição no Brasil, ele mergulha em solidão quando o seu melhor amigo, Howard Wolowitz (Simon Helberg), embarca numa missão espacial.
                  Raj, como é conhecido, sofre de "mutismo seletivo" quando está ao lado de mulheres e é o único do quarteto de amigos nerds que ainda não encontrou um amor. Mas isso deve mudar.
                  "Chuck Lorre [cocriador do seriado] me disse que está bem animado porque neste ano Raj vai encontrar sua cara-metade. Vamos ver se será uma pessoa de verdade. Quem sabe?", disse o ator Kunal Nayyar, 31, que vive o personagem desde 2007.
                  "A mulher ideal para Raj precisa ter um bronzeado perfeito, ser modelo, gostar de videogame e também de moda, porque Raj está numa fase fashion, ele virou ultrametrossexual", continuou. "As suas expectativas são muito altas, mas talvez ele se envolva com qualquer coisa que apareça no caminho."
                  Na vida real, Kunal não poderia ser mais diferente do personagem. Ele se casou em 2011 com a Miss Índia 2006, Neha Kapur. "Sempre me dei bem com mulheres. Descobri que a melhor forma de me aproximar delas é virando um bom amigo", explica.
                  Na temporada atual, cada personagem segue sua batalha pessoal, como Howard (Simon Helberg) se adaptando na volta do espaço e Sheldon (Jim Parsons) ignorando as investidas amorosas de Amy (Mayim Bialik).
                  "Sheldon pode parecer egoísta, mas é porque ele não entende o que é egoísmo. No fundo, ele tem o maior coração de todos. Adoraria ter um amigo como ele na vida real", diz Kunal.
                  O ator nasceu em Londres e foi criado na Índia. Em 1999, foi para os EUA estudar finanças. Ao participar do grupo de teatro da faculdade, decidiu virar ator. Antes de chegar a "Big Bang", fez comerciais, peças e uma ponta na série "NCIS" como um terrorista. Hoje, mora entre Los Angeles, onde "The Big Bang Theory" é gravada, e Nova Déli, onde vivem os seus pais.
                  Nos EUA, o elenco do seriado virou a sua segunda família. "Às vezes, quando cruzamos com episódios antigos, meu Deus, como estamos magrelas e pálidos! Agora não, estamos ricos e gordos", diz rindo. "Hoje conheço essas coisas chiques que como todo dia... Coloco trufas negras no cheeseburger! Antes, era só sushi de self-service."

                    FRASE
                    "Às vezes, quando cruzamos com episódios antigos, meu Deus, como estamos magrelas e pálidos! Adoraria ter um amigo como ele [Sheldon] na vida real"
                    KUNAL NAYYAR
                    ator

                    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

                    Comédia une garotas rica e pobre em NY

                    FOLHA DE SÃO PAULO

                    Em '2 Broke Girls', duas amigas de classes sociais distintas se equilibram entre as dívidas e o sonho do negócio próprio
                    Produtor-executivo de 'Sex and the City', Michael Patrick King é o criador da série exibida no Brasil pela Warner
                    FERNANDA EZABELLADE LOS ANGELES
                    Max e Caroline, as duas garçonetes pobretonas do seriado "2 Broke Girls", finalmente vão realizar o sonho da loja própria de cupcakes.
                    Isso, porém, não significa que serão transformadas em patricinhas do Brooklyn nova-iorquino.
                    Na atual segunda temporada, em exibição no Brasil pela Warner, as amigas de 20 e poucos anos passam a gerenciar a nova loja de dia e a servir mesas no velho restaurante de noite para pagar a dívida de um empréstimo.
                    Dar conta do aluguel do novo estabelecimento será outro perrengue, e Max dará um jeito, nem que seja fazendo cupcakes ilícitos, turbinados de maconha.
                    "Elas conseguem realizar o sonho, mas também se dão mal, porque nunca estiveram tão quebradas na vida", disse Beth Behrs, intérprete de Caroline, cuja família bilionária vai à falência e a faz ir em busca de trabalho.
                    "É bem engraçado acompanhar a realidade de ter um negócio, sem ter dinheiro ou experiência. Michael Patrick King [criador da série] quer mostrar a vida como ela é."
                    King, que foi produtor-executivo de "Sex and the City", mistura humor teen de diálogos curtos e rápidos, incluindo algumas piadas picantes, com o cenário da classe trabalhadora de Nova York.
                    O glamour vem em forma de decadência pelo lado de Caroline, que tenta ensinar modos e modas a Max, mais malandra e de origem pobre.
                    "Não há improviso, sei que parece, mas se erramos uma ou duas palavras, temos que fazer tudo de novo", diz Kat Dennings, a Max.
                    Se na primeira temporada as duas estavam se conhecendo e se estranhando, na segunda elas estão em sua zona de conforto, melhores amigas para sempre. As duas moram juntas, com um surreal cavalo de Caroline.
                    "Antes, estávamos descobrindo nossos personagens e agora estamos mais confortáveis para experimentar. Fora que os roteiristas nos conhecem melhor e colocam coisas minhas na Max", afirma Kat, que já atuou no cinema no filme "Thor".
                    "Max está mais nerd, e isto é totalmente eu. Adoro quadrinhos, adoro fazer tricô, nunca vou a festas. Gosto de ficar em casa e ver filmes."
                    Para Caroline, a novidade será um namorado, dono de uma loja de doces. "É meu cenário favorito, sempre passamos por lá para pegar uns doces. São todos reais, e mortais", diz a magérrima Beth.

                    sábado, 24 de novembro de 2012

                    Série americana liga político do PT a escândalos de corrupção


                    Série americana liga político do PT a escândalos de corrupção
                    Episódio mostra cônsul brasileiro em NY que quer ser presidente
                    DE SÃO PAULOO escândalo do mensalão poderia render um ótimo thriller político. Mas antes de os cineastas brasileiros pensarem em roteiros, os americanos saíram na frente.
                    Episódio da série "Person of Interest" exibido na quarta-feira passada pelo canal a cabo Warner Channel ligou o PT a denúncias de corrupção, como revelou o jornal "O Globo" na edição de ontem.
                    A trama do capítulo envolve um cônsul brasileiro em Nova York que deseja se candidatar à presidência do Brasil pelo PT, mas tem o nome ligado a vários escândalos.
                    O nome do Partido dos Trabalhadores não é mencionado pelos personagens, mas quando um dos protagonistas conduz uma pesquisa para descobrir o histórico do político, sites aparecem com chamadas em português no estilo "DEM acusa de fraude o comitê eleitoral do PT".
                    No mesmo capítulo, o ex-agente da CIA John Reese (o ator Jim Caviezel, de "A Paixão de Cristo") precisa proteger a filha do cônsul Hector Campos (Gary Perez, um americano descendente de mexicanos), uma patricinha brasileira vivida por Paloma Guzmán -uma jovem atriz americana, filha de mãe brasileira e pai peruano.
                    Reese assume o papel de segurança da moça quando o político confessa ao herói que demitiu seis seguranças, porque eram "brasileiros, suscetíveis a suborno, espionagem e vazamento de informações para a imprensa".
                    Antes, outro personagem teme que a garota, especialista em seis línguas, formada na Suíça e em Oxford, seja sequestrada por traficantes de drogas: "Sequestros com motivações políticas não são incomuns no país dela".
                    A série é criada por Jonathan Nolan, irmão do diretor Christopher Nolan de "Batman - O Cavaleiro das Trevas", e por J.J. Abrams, superprodutor de "Lost".
                    O episódio foi assistido por cerca de 14 milhões de pessoas nos Estados Unidos, em 18 de outubro, e liderou o horário entre as séries dramáticas.
                    O secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas, disse não ter assistido ao episódio. Informado sobre o conteúdo, ele classificou o fato como "esdrúxulo".
                    Apesar do clima brasileiro de araque do episódio, apenas uma palavra em português é pronunciada: "garanhão". Mas nenhum político foi ligado ao adjetivo.